A Anvisa determinou a suspensão do medicamento MENTELMIN (mebendazol), 100 mg, comprimido, da empresa Theodoro F. Sobral & Cia Ltda.

 

A empresa, que já havia solicitado à Anvisa o cancelamento da apresentação do medicamento em junho de 2013, informou à Agência o recolhimento voluntário dos lotes que ainda estão no mercado.

 

O medicamento é indicado para o tratamento de verminoses em adultos e crianças.

 

A determinação está na Resolução 2.673/2015 publicada nesta quarta-feira, 23, no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

A empresa EMS Sigma Pharma comunicou recolhimento voluntário do lote 688317 do Venforin (cloridrato de venlafaxina), 150mg, com validade até outubro de 2016. O medicamento é indicado para o tratamento da depressão, incluindo ansiedade associada, prevenção de recaídas e recorrência da doença.

 

O lote citado contém em sua embalagem blisters do medicamento Itraspor (itraconazol) 100 mg. O produto é indicado no tratamento de infecções fúngicas.

 

Com a confirmação da troca das embalagens, a Anvisa determinou a suspensão da  distribuição, comércio e uso do produto.

 

A empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.

 

A medida está na Resolução 2.672/2015 publicada nesta quarta-feira (23/9) no Diário Oficial da União (DOU).



Fonte: Imprensa Anvisa

Com graus diferentes de desenvolvimento, os maiores países emergentes, chamados Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – têm em comum desafios como controlar a qualidade do nível superior de ensino e fazer com que a pesquisa tenha efeitos mais práticos na vida da sociedade. Questões como essas estão sendo discutidas até quarta-feira no seminário Políticas para Educação Superior em Países em Desenvolvimento, organizado, no Rio, pela Academia Brasileira de Ciências e pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iest).

 

Simon Schwartzman, conselheiro do instituto, disse que o Brasil e os demais países do Brics têm experiências muito diferentes e precisam encontrar soluções distintas para os problemas, que, apesar disso, têm muito em comum. “A China se destaca muito, porque toda a educação superior tem crescido muito, e os outros países não conseguem acompanhar. Mas todos têm dificuldades com o controle da qualidade", afirmou. "Como você faz a pesquisa ter um impacto social e econômico mais relevante? O Brasil tem feito um esforço nesse sentido, e não tem avançado muito".

 

A professora do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, Elizabeth Balbachesky, acredita que o Brasil tem um ponto positivo na comparação com os demais países do Brics. "O Brasil sai bem na foto, basicamente porque temos um sistema que tem bastante informação", destacou, apontando que outros países não levantam informações sobre o ensino privado e até sobre a totalidade das instituições públicas.

 

Elizabeth disse que o foco das políticas de estimulo à publicação científica leva os pesquisadores a procurar revistas mais genéricas e menos especializadas, o que reduz a visibilidade do que é produzido no país. "Não é que seja de menor qualidade, é que tem mais dificuldade em ter o impacto que poderia".

 

Já o professor da Universidade do Cairo, o pesquisador egípcio Mohsen Elmahdy Said, disse que os países do Brics e também o Egito precisam aumentar o número de pessoas que procuram cursos de exatas, como engenharia. Em todo o mundo, segundo sua pesquisa, a média é que entre 20% e 30% dos estudantes universitários sejam de áreas tecnológicas, o que, nos países em desenvolvimento, se torna uma "fraqueza":

 

"Isso se agrava porque o nosso mercado de trabalho é limitado e muitas das oportunidades disponíveis requerem pessoas de áreas tecnológicas, para trabalhar nas obras de infraestrutura e na indústria", disse ele, que reconheceu a importância dos cursos de humanas: "O ponto é que não há trabalho suficiente para eles. Temos que redistribuir".

 

Para Simon Schwartzman, a proporção de alunos de humanas não é um problema no Brasil, diferentemente de países como o Egito e Índia. "No Brasil, mesmo que a pessoa não trabalhe na área em que se formou, ela consegue trabalhar e tem um emprego melhor por ter nível superior. O nível de desemprego é mais baixo".

 

Fonte: Agência Brasil  - repórter Vinícius Lisboa

Sem esperanças de ser curado de uma úlcera de uma lesão no pé causada por diabetes e diante de um diagnóstico conclusivo de amputação do dedo, o diretor de uma empresa de táxi aéreo, Mauro Paulino, 37, encontrou no tratamento terapêutico com gel de gengibre amargo a cura para o problema.

 

O reconhecimento do trabalho desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI) veio como finalista do XIV Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS) 2015.

 

“Para mim, o gel foi uma luz no fim do túnel”, disse Paulino, que é diabético e obteve a lesão após a difícil cicatrização do ferimento com caco de vidro. “Fiz seis meses de tratamento convencional e um dos vários médicos que consultei disse que eu teria de amputar porque a infecção afetou o osso", conta Paulino. "Mas isso não foi necessário, porque com menos de dois meses em tratamento com o gel na UBS (Unidade Básica de Saúde) fiquei curado”, comemora o diretor, que continuou com o acompanhamento feito com a endocrinologista.

 

Durante 90 dias, em 2014, o tratamento terapêutico alternativo com o gel do óleo essencial do gengibre amargo foi desenvolvido com 27 diabéticos com úlceras nos pés e com êxito de 95% de cura das lesões, na Unidade Básica de Saúde José Amazonas Palhano, situada no bairro São José I, zona Leste da cidade.

 

O trabalho fez parte da dissertação para obtenção do título de mestre em Biologia Urbana na Universidade Nilton Lins do enfermeiro Mauricio Ladeia, sob a orientação do pesquisador do Inpa, Carlos Cleomir Pinheiro.

 

O trabalho intitulado “Estudo do potencial terapêutico de Zingiber zerumbet (gengibre amargo) Zingiraceae, no processo inflamatório em portadores de úlceras de pé diabético” está entre os seis finalistas do Prêmio SUS, na categoria Dissertação de Mestrado. Os vencedores serão anunciados em cerimônia no dia 12 de novembro.

 

Prêmio- Promovido desde 2002 pelo Ministério da Saúde, o concurso tem o objetivo de incentivar a produção de trabalhos técnico-científicos na área de Ciência e Tecnologia, e de interesse do SUS. É composto por quatro categorias: Trabalho Científico Publicado; Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; e Monografia de Especialização ou Residência.

 

O prêmio visa à obtenção de trabalhos de pesquisadores, estudiosos e profissionais de saúde ou de qualquer área do conhecimento em nível de pós-graduação concluída, com temática voltada para a área de Ciência e Tecnologia em Saúde, e potencial de incorporação pelo Sistema Único de Saúde e serviços de saúde.

 

Fonte: Blog da Saúde / Portal Brasil com informações do Inpa

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