A Prefeitura de Mateus Leme publicou edital de abertura do concurso público n.º 01/2015. Há uma vaga para farmacêutico, mas a expectativa é que mais profissionais sejam nomeados em virtude da demanda da prefeitura, conforme apurou a imprensa do Sinfarmig.   

 

As inscrições começam em janeiro de 2016, a partir das 09h do dia 18 (segunda-feira) e serão encerradas às 23h59 do dia 17 de fevereiro de 2016 (quarta-feira). As inscrições poderão ser feitas somente pela internet no site da empresa contratada para aplicar as provas.

 

A vaga oferecida para farmacêutico prevê carga horária de 12 horas semanais e remuneração de R$ 32,60 por hora trabalhada. A taxa de inscrição é de R$ 39,00. A consulta ao edital completo e a inscrição poderão ser feitas no endereço da empresa organizadora do concurso: http://www.exameconsultores.com.br/v2/site/_index.php?p=concurso_detalhes&tipo=1&id=307   

 

Os candidatos com dificuldade de acesso à internet, terão disponibilizado atendimento presencial na Sede da Prefeitura de Mateus Leme, situada à Rua Pereira Guimarães, nº 8, Centro, no horário de 8h às 17h, exceto sábados, domingos e feriados.

Uma em cada dez mulheres pode desenvolver câncer de mama. O alerta do chefe da unidade de oncologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Marcos Santos, é para que as mulheres façam o autoexame periodicamente e, caso encontrem algum nódulo, procurem um médico o mais rápido possível. Quanto mais rápido o diagnóstico é feito, maior é a chances de cura e menor pode ser a intervenção cirúrgica.

 

Entre 2010 e 2014 o governo federal repassou R$ 3,3 bilhões a hospitais do SUS para o tratamento de câncer. Entre 2010 e 2014 o governo federal repassou R$ 3,3 bilhões a hospitais do SUS para o tratamento de câncer “O câncer de mama é o segundo mais frequente no Brasil. O câncer de próstata em homens é mais frequente, mas tem uma importância clínica menor que o de mama, porque o melhor tratamento [da próstata] pode ser não fazer nada”, compara. “No câncer de mama não existe essa alternativa”, diz.

 

A mamografia está entre os exames mais importantes para diagnosticar o câncer de mama, uma doença que somente neste ano deve atingir 57.120 novas mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

Não à toa, a mamografia recebeu investimentos robustos do governo federal nos últimos quatro anos. Entre 2010 e 2014, foram repassados R$ 3,3 bilhões a hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) que tratam de diversos canceres - entre eles o de mama, com a incidência mais agressiva entre as mulheres.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos dos últimos quatro anos foram 45% maiores que o de mesmo período anterior. O resultado se refletiu no aumento expressivo de mamografias realizadas em mulheres de 50 a 69 anos, a faixa etária que registra o maior número de casos de câncer de mama. Em 2010, o SUS realizou cerca de 1,55 milhão de mamografias. No ano passado, esse número saltou para pouco mais de 2,5 milhões – um crescimento de 61,9%.

 

A mamografia é essencial para o tratamento da doença na mama. O oncologista do HUB afirma que mulheres a partir dos 50 anos devem fazer a mamografia a cada dois anos. “O grande segredo do câncer de mama é o diagnóstico precoce”, sugere.

 

O SUS ampliou também o volume de exames de pouco mais de 3 milhões, em 2010, para 4,3 milhões, em 2014. O exame pode e deve ser feito por mulheres de todas as idades, de acordo Santos. “Quanto mais jovens uma mulher desenvolver o câncer de mama, muito provavelmente maior é agressividade do tumor”, alerta.

 

A quantidade de cirurgias oncológicas também aumentou, passando de 251,2 mil, em 2010, para 291 mil no ano passado, o que representa um crescimento de 5,8% A cirurgia, contudo, não significa a retirada completa da mama, procedimento chamado de mastectomia. “Se a gente tiver um tratamento adjuvante de quimio e radioterapia efetivo, é possível diminuir o tamanho da cirurgia”, observa o oncologista do hospital da Universidade de Brasília (UnB).

 

A rede pública ampliou ainda o número de quimioterapias nos últimos quatro anos, etapa decisiva para a regressão de cânceres. Foram realizados 29,7% a mais deste tipo de procedimento no mesmo período, saindo de cerca de 2,2 milhões para quase 2,85 milhões. O mesmo ocorreu com as radioterapias, outra fase importante do tratamento ao câncer, que saltaram de 8,3 milhões, em 2010, para 10,5 milhões em 2014, após aumento de ampliação de 25,8%.

 


Fonte: Vermelho

 

Publicado em 13/09/2015

Noite de luta em Brasília – uma crônica que não saiu na TV

 

Por Cibelih Hespanhol /  Blog Outras Palavras / 08-10-2015

 

Em atitude cheia de simbolismos, povos ocupam Câmara no aniversário da Constituição. Apesar das ameaças de Cunha, ninguém dormiu — os tambores não deixaram

 

 

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Arthur Chioro fez um balanço de seus 20 meses à frente do Ministério da Saúde, durante homenagem prestada a ele pelo Conselho Nacional de Saúde, na tarde desta quarta-feira (07.10). Ele lembra que procurou não faltar a reuniões do CNS porque encara como uma tarefa fundamental de qualquer gestor de manter o contato com os órgãos de controle social.
 

 

Divulgação: CNS 

 

“Quero agradecer a cada conselheiro de saúde e às entidades que representam pela abertura ao diálogo e pelo compromisso radical com o SUS. Dezenas de organizações, vozes de diferentes tons, representando a pluralidade da sociedade brasileira”, diz Chioro, que avalia que a 15ª Conferência Nacional de Saúde será um momento histórico para o SUS.
 

 

Chioro disse que não se arrepende de ter defendido a necessidade de mais recursos para a Saúde e mostrar que, mesmo com medidas constantes de melhorar os gastos e a administração, é necessário estabelecer uma fonte segura de recursos. “Nunca cai deste canto de sereia de que o problema do SUS é de gestão, mas assumi todos os riscos de mostrar que há um subfinanciamento”, disse Chioro. “Existe um consenso entre gestores e sociedade de que o recurso deve ser gasto de maneira responsável, com transparência e controle social. Entretanto, essa premissa não pode mais ser utilizada para justificar a manutenção do subfinanciamento da saúde”.
 

 

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, lamentou que a Saúde Pública tenha sido moeda de troca no que se tem de mais conservador na cultura política brasileira, que é a barganha. “A reação de antigos e novos militantes do SUS foi imediata, expressando indignação, inconformismo e insubordinação à ordem estabelecida”, conta. “Reagimos também com afeto, ainda que na política este sentimento nem sempre nos é permitido expressar, porque carrega ambiguidades de, ora fraqueza, ora fortaleza”.
 

 

Mais Médicos
 

 

Em seu balanço das ações desenvolvidas durante os 20 meses à frente do Ministério da Saúde, com destaque para o Programa Mais Médicos, que teve sua consolidação durante a gestão do ex-ministro. Atualmente, 18.240 profissionais atuam em municípios e distritos sanitários indígenas de todo o país, garantindo a ampliação do acesso ao cuidado de saúde na Atenção Básica a mais de 63 milhões de brasileiros. “Hoje um terço dos médicos do programa são brasileiros que passaram a acreditar no Mais Médicos, porque viram na iniciativa uma oportunidade para suas carreiras”, diz.

 

 
Chioro também ressaltou outros importantes avanços durante sua gestão, como a ampliação do acesso da população e a incorporação de novos medicamentos. Três novas vacinas passaram a ser ofertadas na rede pública de saúde: de prevenção contra o HPV, que previne o aparecimento de câncer de colo de útero; da hepatite A voltada para as crianças; e a DTPa desenvolvida para as gestantes e que previne contra difteria, tétano e coqueluche. Com isso, o país chegou a disponibilizar do SUS 100% das vacinas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

 
No acesso, tratamento e testagem da Aids, o ex-ministro destacou como grande avanço a recomendação do tratamento para todas as pessoas com HIV positivo, independente da contagem de CD4. O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a disponibilizar esse acesso em um sistema público de saúde. Outro destaque foi oferta da dose tripla combinada dos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz no novo Protocolo Clínico da doença e a implementação da Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição (PEP), que unifica as três formas de prevenção: acidente ocupacional, violência sexual e relação sexual consentida.
 

 

Outra conquista destacada em seu discurso foi a incorporação de nova terapia para os pacientes diagnosticados com hepatite C. São medicamentos que aumentam as chances de cura e diminuem o tempo de tratamento.
 

 

O incentivo ao parto normal e o alerta da epidemia de cesarianas que vive o Brasil também foram temas presentes na fala de despedida do ex-ministro. Ele lembrou a parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na adoção de medidas para empoderar as mulheres no seu direito de escolha por meio do acesso à informação e, desta forma, assegurar uma escolha consciente na hora do parto.
 

 

Fonte: CNS
Publicado em 09/10/2015

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