CARTA ABERTA A IMPRENSA E A POPULAÇÃO MINEIRA Trabalhadoras e trabalhadores da SES vacinadas/os

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                       Mais serenidade! nenhum açodamento!

 

                           É preciso separar o joio do trigo!

 

As Entidades de Saúde abaixo listados,vêm manifestar grande preocupação com a forma como foi veiculada a notícia sobre a vacinação indevida de servidoras e servidores da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.

De início, deixamos claro que somos contra toda e qualquer tentativa de privilégios e ações de furas-fila de vacinas em quaisquer circunstâncias e apoiamos a apuração de possíveis irregularidades, seja por sindicâncias internas e até mesmo por uma CPI na ALMG, já que a demissão do Secretário de Estado da Saúde e de seu adjunto, além do afastamento de outros membros de sua equipe configura prova de que há algo de errado.

Consideramos, inclusive, ter sido intencional a mistura de servidores “elegíveis” para a receber a vacina, com outras pessoas que não preencheriam os critérios nacionais de imunização, numa atitude evidente de má-fé. A Gestão Estadual mesmo ciente de que a vacinação é um processo complexo e tem uma série de critérios que são rigorosos, ao induzir os trabalhadores da SESMG que estaria cumprindo protocolo e que  poderiam ser vacinados, vem, ao liberar lista geral dos nomes,  jogar na vala comum enquanto  denominação de fura fila injustamente esses profissionais. A conduta da gestão é que precisa ser apurada.

É preciso dizer e deixar claro que muitas das servidoras e dos servidores vacinadas/os fazem parte do rol de trabalhadoras/es expostos à contaminação pelo coronavírus e que necessariamente precisavam ser vacinadas/os.

Exemplo bastante ilustrativo desta situação, são as servidoras e servidores da  Unidade de Dispensação de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) do programa estadual “Farmácia de Minas”, localizada na Av. do Contorno,  nº 8495, Bairro Santo Agostinho em Belo Horizonte e que, cujos nomes fazem parte indevidamente e injustamente da suposta lista dos furas-fila da vacina, ora  denunciada.

A Unidade “Farmácia de Minas” da Av. do Contorno, atende em média, diretamente, 2.200 pacientes por dia, além de atenderem os funcionários de clínicas de Hemodiálise e das secretarias de Saúde de municípios da Região Metropolitana que buscam rotineiramente os seus medicamentos, não havendo nenhuma exclusão de atendimento, pelo contrário, todas as pessoas são atendidas. São farmacêuticas (os), técnicos e auxiliares, voltados à prestação de um serviço público de saúde de grande relevância para a população, que trabalham das 07 às 18 00 hs de segunda a sexta-feira, de forma competente e dedicada em prol da nossa população mineira.Fazemos um convite à imprensa mineira para conhecer a “luta” diária em defesa da saúde na Unidade.

 Numa analogia ao percentual de mais de 5,0% de casos confirmados da Covid-19 no País, podemos inferir que a cada dia, possivelmente, mais de 110 pacientes contaminados pelo coronavírus são atendidos pela equipe que trabalha nesta Unidade. Trata-se de uma atividade de elevado grau de risco de contaminação e portanto, todas servidoras e servidores que trabalham naquela Unidade devem sim,  ser incluídos no rol de Prioridade à vacinação, o que aconteceu neste mês de março. 

Outro exemplo importante são as trabalhadoras e trabalhadores da Vigilância Sanitária do Nível Central, lotados na Cidade Administrativa,  que  trabalham rotineiramente em ações de campo, onde estão expostos ao coronavirus e outros agentes infecciosos com  inspeções em estabelecimentos hospitares inclusive para liberação emergencial de leitos para Enfrentamento do COVID19, com  Inspeções investigativas para atendimento de denúncias em estabelecimentos fabricantes,distribuidores e comércio varejista de produtos e insumos de interesse ao enfrentamento ao COVID - 19 19  nem sempre com a devida qualidade.  Realizam também coleta para análise fiscal de produtos e insumos de interesse ao enfrentamento do COVID com suspeita de irregularidades,,  incluindo a coleta de amostras  para a  detecção da presença do  coronavirus no esgoto e água , cujo resultado vem contribuindo para determinar as ações de enfrentamento á pandemia em BH  .

Importante ressaltar que existem também diversos outros trabalhadores/as da SES, incluídos indevidamente na “tal lista”, que atuam diretamente com grupos de risco desde o início da pandemia covid-19 e que necessitavam também ser vacinados/as .

Esta pandemia, que a cada dia ceifa milhares de vidas em nosso País, exige de cada um de nós muita tranquilidade em meio a qualquer adversidade. Nestes tempos sombrios, recomenda-se olhar com o devido cuidado cada uma das situações e a adoção de medidas justas. Não nos deixemos contaminar com este momento trágico. As exceções devem ser tratadas como exceções.

Os trabalhadores e trabalhadoras da saúde são o sustentáculo do SUS, patrimônio de todas brasileiras e brasileiros. Precisamos valorizá-los (as)!

 

Viva o SUS! Viva as trabalhadoras e trabalhadores do SUS! Vacina já!

 

Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig

Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais – SEEMG

Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais – Psind MG

Sindicato dos Profissionais das Técnicas Radiológicas de Minas Gerais - Sindtraux

Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de Minas Gerais- Sinfito

Sindicato dos trabalhadores da saúde de Minas Gerais - Sind Saúde MG

Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais – CRF-MG

Federação Nacional dos Farmacêuticos - Fenafar

 

 

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