SINDICATOS UNIDOS NA CAMPANHA SALARIAL DA PBH

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Servidores municipais de Belo Horizonte reivindicam ganhos reais e outros benefícios

 

Em reunião organizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), diversas entidades, de diferentes categorias compareceram com o mesmo ideal: unificar a campanha salarial de 2011 e enviar as propostas à gestão municipal.A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH), sempre arredia com as reivindicações de seus servidores, negocia com cada categoria separadamente, barrando qualquer estratégia de unir forças das entidades que representa os trabalhadores.Para a presidente do Sindibel, Célia de Lélis Moreira, a unificação da campanha salarial irá definir um índice de reajuste salarial que visa beneficiar todo o funcionalismo municipal.A proposta central é a discussão de uma luta conjunta pela implementação de uma política salarial sem prejuízo aos servidores, pois os mesmos tem dada-base.

Outro ponto discutido entre os representantes sindicais foi a perícia médica da PBH, que vem negando a licença médica aos servidores, gerando várias ações na Justiça.Para o diretor do SINFARMIG, o Farmº Sebastião Fortunato de Faria Filho, presente à reunião, o sucateamento dos serviços prestados aos servidores da PBH refletem diretamente sobre o atendimento à população. “O déficit de profissionais de saúde, na área educacional, de segurança e transporte público é o reflexo do descaso da gestão municipal”.

A propaganda institucional feita pela PBH destoa da realidade vivida pelos servidores, que não têm um plano de previdência e padecem com a implantação de um novo plano de saúde co-participativo, que de forma abrupta e sem mais explicações substituiu a Beneficência da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (Beprem).

Descaso

Ao contrário do Governo Federal que adotou a política de reajustes acima da inflação para o salário mínimo (trabalhadores da iniciativa privada), os servidores da PBH conseguiram apenas a reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), bem abaixo do índice inflacional.A luta contra o empobrecimento e desvalorização do funcionalismo púbico municipal é histórica, as perdas variam de 25% a 30% dos ganhos atuais.Segundo dados do Sindibel, a PBH tem cerca de 40.000 servidores, sendo que 10.000 são da área de saúde.

Também presentes à reunião estiveram a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas/MG), Sindicato dos Auditores de Tributos Municiais de Belo Horizonte (SinfiscoBH), Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias e Informações de Minas Gerais (Sintappi/MG), Associação dos Servidores Municipais da Prefeitura de Belo Horizonte (Assemp), Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais (Senge/MG) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-RedeBH).