Após avaliação, documento leva cinco dias para ficar pronto e pode ser impresso pelo usuário.

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a emissão digital do certificado internacional de vacinação. Após tomar a vacina, o cidadão pode fazer a solicitação do certificado, que garante a entrada em alguns países com exigências de vacinas específicas, através do site Portal de Serviços.  

 

O processo pode levar até 5 dias úteis. Uma vez analisado, o usuário receberá uma mensagem avisando sobre o certificado para impressão e assinatura. O arquivo fica disponível para impressão sempre que necessário.

 

Segundo a Anvisa, mais de cem países exigem o Certificado Internacional de Vacinação do viajante, para comprovação em especial da imunização contra a febre amarela. Casos da Austrália, Bahamas e Tailândia, onde não é permitida a entrada sem o documento, inclusive para conexão.

 

Veja o passo a passo para emissão do certificado:

 

·                                 Tomar a vacina em um posto de vacinação ou alguma clínica particular.

·                                 Cadastrar-se e enviar a solicitação pelo site https://www.servicos.gov.br/. O processo será analisado e, se aprovado, o usuário receberá uma mensagem, de acordo com os dados informados no cadastro.

·                                 Imprimir o cartão e assinar no local indicado no certificado. Com assinatura digital, o cartão dispensa a presença física do cidadão em um posto de atendimento.

Ainda de acordo com a Anvisa, anualmente são cerca de 730 mil solicitações de certificados. Com a emissão digital a estimativa é de uma economia de R$ 120 milhões por ano.

 

Fonte: G1 / Foto: Anvisa/Divulgação

 

  

Nós, mineiros e mineiras que estamos acostumados/as com “oitenta por cento de ferro nas almas”, não nos calaremos 

Eu sou mineiro. Minas Gerais é a minha grande aldeia. Terra de muitos rios, de valiosos rios como o resistente Rio Jequitinhonha, o insistente Rio das Velhas, o misterioso Rio São Francisco, o vasto Rio Doce e o forte Rio Paraopebas. Foi bem assim que conheci esse último em 2011: “cuidado, esse Rio não tá pra brincadeira”; quando tive a oportunidade de passar uma semana bem próximo das suas margens no acampamento 02 de julho do MST, em Betim.

Rio é sinônimo de força e resistência. Tive que aprender isso logo cedo, afinal, sou do Mucuri e acostumei com as inúmeras tentativas de assassinato do Rio Todos os Santos que nos faziam nutrir uma permanente preocupação com a escassez de água, assim como muitos municípios na região. Quando tinha 15 anos, conheci o Rio Mucuri (das suas duas nascentes até à foz na Bahia) e desde então passei a nutrir um sentimento de profunda gratidão às águas que nos oferecem a vida. E o que nós oferecemos em troca?

Nesta nossa grande aldeia, de tantos rios cruzando as “gerais” e de tantas “minas”, duas riquezas que, sob controle popular, poderiam caminhar juntas pra assegurar melhores condições de vida para povo, protagonizam uma terrível competição para poderem existir. Diante deste modelo predatório, potencializado com o neoliberalismo, para extrair minério é necessário destruir rios caudalosos, seus afluentes e suas nascentes. É Minas contribuindo para manter viva a nossa “vocação nacional”: produzir para fora, gerar riqueza pra quem não vive no nosso país e, óbvio, se vivessem também não teriam nenhum compromisso com a construção de um projeto soberano e popular para o uso das nossas riquezas minerais. A nossa elite, débil e antinacional, não tem nenhuma proposta para assegurar nossas vidas e os nossos rios. Do mesmo modo que nunca portou um projeto de desenvolvimento soberano para nosso país. Tarefa que cabe ao povo brasileiro, trabalhadores e trabalhadoras. Precisamos tomar as rédeas da burguesia e buscar dotar de sentido a nossa existência enquanto nação.

Os crimes de Mariana e Brumadinho são expressão deste modelo predatório no qual o lucro das multinacionais importa mais do que a vida de homens e mulheres, de animais e dos nossos mananciais. Os crimes de Mariana e Brumadinho solapam as vidas destes Rios da nossa aldeia: o Rio Doce, memória da minha infância, das viagens de trem e das visitas a Governador Valadares e o Rio Paraopebas, memória que resgato da resistência daqueles/as que lutam pela terra, para nela viver e produzir de maneira sustentável e respeitosa.

Nós, mineiros e mineiras que estamos acostumados/as com “oitenta por cento de ferro nas almas”, como outrora disse Drummond, não nos calaremos. Em solidariedade aos trabalhadores/as tombados/as em mais um episódio de barbárie que nos dilacera há cerca de 300 anos. Resistiremos e lutaremos por soberania popular na mineração e por um projeto energético popular para o Brasil.

Leonardo Nogueira

Jornal Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

 

 

 Foto: Luiz Rocha/Mídia NINJA 

 

 

 

 

 

Mais uma vez, a triste história se repete. A desenfreada ganância por lucro a qualquer custo gera a negligência e como meros espectadores, assistimos a este filme de horror, cujo final nunca é feliz, ao contrário,  tragédias e mais tragédias criminosas vão se alternando aqui e acolá.Um sentimento de dor mistura-se à revolta e impotência.

 

Sim, este filme só irá parar de ser encenado quando, de fato, a elite que manda neste País, por bem ou na “marra”, entender que a ganância de uns pouquíssimos não pode sobrepor o direito à vida de centenas de milhões de pessoas.

 

Chega de subserviência! Sob o manto da alegação de que emprega milhares e gera receitas ao Estado, as mineradoras deste País, sobretudo a malfadada Vale, negligenciam responsabilidades em segurança e promove crimes como o de Mariana e agora de Brumadinho.

 

Até quando? Perguntamos neste momento... Mas, até quando nossa pergunta traduzirá em ação concreta?

 

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig cerra fileira com todos que estão orando por Brumadinho e não poderia deixar de prestar solidariedade ao povo mineiro.   É hora de transformar a revolta em ação concreta participando das ações, em parcerias com diversas entidades e movimentos sociais em defesa de medidas efetivas pela garantia da vida. É também à hora de exigirmos o pagamento das devidas indenizações as vítimas de Mariana e agora de Brumadinho.

 

É preciso lembrar também da necessidade urgente da implementação de ações governamentais em defesa do fortalecimento de uma política pública ambiental com fiscalização efetiva, com pessoal e equipamentos suficiente para impedir a destruição do meio ambiente tal qual vem acontecendo em nosso País.

 

O momento ainda nos lembra que, nestes momentos de desespero é sempre o nosso Sistema Único de Saúde – SUS, mesmo fragilizado com as políticas de desmonte é quem socorre com medicamentos e vacinas, providencia leitos de internação, cuida da saúde física e mental e orienta quanto às análises e ao cuidado com a água de uso humano e alimentos para as vítimas destas tragédias.

 

#forçaBrumadinho  #somostodosbrumadinho

 

 

Foto: Reprodução Mídia NINJA

Fonte: Sinarmig

29/01/2019

 

 

Regras estabelecidas em 2017 começaram a valer no dia 1º de janeiro deste ano 

 

A Anvisa proibiu a fabricação, a importação e a comercialização dos termômetros e medidores de pressão que utilizam coluna de mercúrio para diagnóstico em saúde. A medida também inclui a proibição do uso desses equipamentos em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos sólidos contendo mercúrio, conforme as normas definidas na RDC 222, de 2018.

As regras estão na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 145, de 2017, em vigor desde o dia 01/01/2019, e valem também para órgãos ambientais federais e estaduais. A Anvisa informa que as normas não se aplicam aos produtos adquiridos para uso residencial, utilizados em pesquisa e aqueles destinados à calibração de instrumentos ou usados como padrão de referência.

A proibição dos termômetros e dos esfigmomanômetros medidores de pressão com coluna de mercúrio é resultado da Convenção de Minamata. A convenção foi assinada em 2013 pelo Brasil e mais 127 países e tem como objetivo eliminar o uso de mercúrio, que é um metal líquido, em diferentes produtos como pilhas, lâmpadas e equipamentos para a saúde, entre outros.

 

Orientações do Ministério e da Anvisa

Para facilitar a compreensão das normas, o Ministério da Saúde e a Anvisa produziram um documento com orientações conjuntas, contendo todas as recomendações necessárias para os serviços de saúde quanto ao recolhimento dos termômetros e medidores de pressão com coluna de mercúrio. Em resumo, as unidades deverão proceder da seguinte forma:

  • ·                     recolher, proteger e armazenar estes produtos em local seguro no almoxarifado da unidade, em recipientes que protejam os equipamentos de eventuais quebras;
  • ·                     documentar o quantitativo recolhido e armazenado e informar à Secretaria Municipal de Saúde;
  • ·                     aguardar orientações posteriores sobre a logística de recolhimento e transporte destes equipamentos aos locais apropriados para destinação final adequada.

 

Odontologia sem mercúrio e liga de amálgama

A Anvisa reforça, ainda, que também estão em vigor, desde o dia 1° de janeiro deste ano, as normas da RDC 173/2017, que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização e o uso, em serviços de saúde, dos elementos mercúrio e pó para liga de amálgama na forma não encapsulada. A liga de amálgama é uma liga metálica usada em restaurações dentárias.

Assim, os fabricantes tiveram até o dia 1° de janeiro para fazer a retirada desses produtos de circulação. Importante: os produtos com liga de amálgama na forma encapsulada não estão proibidos e poderão ser utilizados.

 

Riscos

De acordo com um estudo chamado “Diagnóstico preliminar sobre o mercúrio no Brasil”, a exposição a 1,2 mg do metal líquido, por apenas algumas horas, pode causar bronquite química e, em seguida, fibrose pulmonar. Ainda segundo o documento, o mercúrio pode causar problemas ao sistema nervoso central e à tireoide, caso a exposição ao material ocorra por períodos longos.

Dentre as formas do elemento, existe o metil-Hg, que é a mais tóxica aos organismos superiores, em especial os mamíferos. O metil-Hg se acumula no sistema nervoso central, causando disfunção neural, paralisia e podendo levar à morte.

 

Substitutos do mercúrio

No Brasil, os termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio já vêm sendo substituídos por outras tecnologias. De acordo com um levantamento de dezembro de 2018, apenas três termômetros com coluna de mercúrio tinham registro na Anvisa, enquanto foram identificados 64 registros de termômetros digitais.

O mesmo levantamento mostrou também que existiam apenas dois registros de medidor de pressão com coluna de mercúrio contra 50 registros de esfigmomanômetros que não usam essa substância.

 

Você tem termômetro com mercúrio em casa?

Os termômetros digitais vêm substituindo os termômetros com mercúrio há alguns anos, tanto que atualmente, como citado acima, apenas três produtos desse último tipo ainda têm registro no Brasil. No entanto, como é um produto sem prazo de validade, é possível que algumas pessoas ainda tenham este artigo em casa.

A Anvisa informa que o uso residencial dos termômetros de mercúrio não está proibido pela RDC 145/2017. Assim, os usuários residenciais poderão continuar utilizando normalmente os termômetros, com o devido cuidado no armazenamento e na manipulação, para que não ocorra a quebra do invólucro de vidro.

 

Fonte: ANVISA

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