Entidades defendem vacinação de parte dos servidores incluídos na lista da Saúde

Em carta aberta à população de Minas, sindicatos e entidades da saúde criticam governo do Estado pela forma como lista foi elaborada e defendem a vacinação para servidores que trabalham em situação de risco

Por DA REDAÇÃO
13/03/21 - 15h01
 
vacinação
Profissionais de saúde enfrentam desconfiança depois de casos de erros em vacinação no país
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sindicatos e entidades mineiras ligadas ao setor da saúde divulgaram nesta sábado (13) uma carta aberta à população mineira criticando a forma como foi elaborada a lista de servidores e servidoras da Secretaria de Saúde que foram vacinados contra a Covid-19. 

"De início, deixamos claro que somos contra toda e qualquer tentativa de privilégios e ações de furas-fila de vacinas em quaisquer circunstâncias e apoiamos a apuração de possíveis irregularidades, seja por sindicâncias internas e até mesmo por uma CPI na ALMG, já que a demissão do Secretário de Estado da Saúde e de seu adjunto, além do afastamento de outros membros de sua equipe configura prova de que há algo de errado", diz a carta.   

"Exemplo bastante ilustrativo desta situação, são as servidoras e servidores da  Unidade de Dispensação de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) do programa estadual “Farmácia de Minas”, localizada na Av. do Contorno,  nº 8495, Bairro Santo Agostinho em Belo Horizonte e que, cujos nomes fazem parte indevidamente e injustamente da suposta lista dos furas-fila da vacina, ora  denunciada". 

O documento foi assinado pelas seguintes entidades: Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig; Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais – SEEMG; Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais – Psind MG; Sindicato dos Profissionais das Técnicas Radiológicas de Minas Gerais - Sindtraux; Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de Minas Gerais- Sinfito; Sindicato dos trabalhadores da saúde de Minas Gerais - Sind Saúde MG; Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais – CRF-MG; Federação Nacional dos Farmacêuticos - Fenafar.

A reportagem procurou o govenro de Minas para se posicionar sobre a carta divulgada neste sábado, mas até o momento não houve resposta. 

Entenda 

Nos últimos dias, o caso dos mais de 800 funcionários da pasta que foram vacinados gerou grande repercussão e críticas à Secretaria de Estado de Saúde e culminou com a exoneração do secretário Carlos Amaral e de outros membros da pasta que foram vacinados.

A imunização de servidores que não estão na lista de prioridade - sem idade mínima ou que não trabalham com contato direto com os serviços de saúde - foi duramente criticada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e será investigada pelo Ministério Público do Estado. 

 "acesse a íntegra"  https://sinfarmig.org.br/comunica%C3%A7%C3%A3o/59-not%C3%ADcias/4521-carta-aberta-a-imprensa-e-a-popula%C3%A7%C3%A3o-mineira-trabalhadoras-e-trabalhadores-da-ses-vacinadas-os.html 

                       Mais serenidade! nenhum açodamento!

 

                           É preciso separar o joio do trigo!

 

As Entidades de Saúde abaixo listados,vêm manifestar grande preocupação com a forma como foi veiculada a notícia sobre a vacinação indevida de servidoras e servidores da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.

De início, deixamos claro que somos contra toda e qualquer tentativa de privilégios e ações de furas-fila de vacinas em quaisquer circunstâncias e apoiamos a apuração de possíveis irregularidades, seja por sindicâncias internas e até mesmo por uma CPI na ALMG, já que a demissão do Secretário de Estado da Saúde e de seu adjunto, além do afastamento de outros membros de sua equipe configura prova de que há algo de errado.

Consideramos, inclusive, ter sido intencional a mistura de servidores “elegíveis” para a receber a vacina, com outras pessoas que não preencheriam os critérios nacionais de imunização, numa atitude evidente de má-fé. A Gestão Estadual mesmo ciente de que a vacinação é um processo complexo e tem uma série de critérios que são rigorosos, ao induzir os trabalhadores da SESMG que estaria cumprindo protocolo e que  poderiam ser vacinados, vem, ao liberar lista geral dos nomes,  jogar na vala comum enquanto  denominação de fura fila injustamente esses profissionais. A conduta da gestão é que precisa ser apurada.

É preciso dizer e deixar claro que muitas das servidoras e dos servidores vacinadas/os fazem parte do rol de trabalhadoras/es expostos à contaminação pelo coronavírus e que necessariamente precisavam ser vacinadas/os.

Exemplo bastante ilustrativo desta situação, são as servidoras e servidores da  Unidade de Dispensação de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) do programa estadual “Farmácia de Minas”, localizada na Av. do Contorno,  nº 8495, Bairro Santo Agostinho em Belo Horizonte e que, cujos nomes fazem parte indevidamente e injustamente da suposta lista dos furas-fila da vacina, ora  denunciada.

A Unidade “Farmácia de Minas” da Av. do Contorno, atende em média, diretamente, 2.200 pacientes por dia, além de atenderem os funcionários de clínicas de Hemodiálise e das secretarias de Saúde de municípios da Região Metropolitana que buscam rotineiramente os seus medicamentos, não havendo nenhuma exclusão de atendimento, pelo contrário, todas as pessoas são atendidas. São farmacêuticas (os), técnicos e auxiliares, voltados à prestação de um serviço público de saúde de grande relevância para a população, que trabalham das 07 às 18 00 hs de segunda a sexta-feira, de forma competente e dedicada em prol da nossa população mineira.Fazemos um convite à imprensa mineira para conhecer a “luta” diária em defesa da saúde na Unidade.

 Numa analogia ao percentual de mais de 5,0% de casos confirmados da Covid-19 no País, podemos inferir que a cada dia, possivelmente, mais de 110 pacientes contaminados pelo coronavírus são atendidos pela equipe que trabalha nesta Unidade. Trata-se de uma atividade de elevado grau de risco de contaminação e portanto, todas servidoras e servidores que trabalham naquela Unidade devem sim,  ser incluídos no rol de Prioridade à vacinação, o que aconteceu neste mês de março. 

Outro exemplo importante são as trabalhadoras e trabalhadores da Vigilância Sanitária do Nível Central, lotados na Cidade Administrativa,  que  trabalham rotineiramente em ações de campo, onde estão expostos ao coronavirus e outros agentes infecciosos com  inspeções em estabelecimentos hospitares inclusive para liberação emergencial de leitos para Enfrentamento do COVID19, com  Inspeções investigativas para atendimento de denúncias em estabelecimentos fabricantes,distribuidores e comércio varejista de produtos e insumos de interesse ao enfrentamento ao COVID - 19 19  nem sempre com a devida qualidade.  Realizam também coleta para análise fiscal de produtos e insumos de interesse ao enfrentamento do COVID com suspeita de irregularidades,,  incluindo a coleta de amostras  para a  detecção da presença do  coronavirus no esgoto e água , cujo resultado vem contribuindo para determinar as ações de enfrentamento á pandemia em BH  .

Importante ressaltar que existem também diversos outros trabalhadores/as da SES, incluídos indevidamente na “tal lista”, que atuam diretamente com grupos de risco desde o início da pandemia covid-19 e que necessitavam também ser vacinados/as .

Esta pandemia, que a cada dia ceifa milhares de vidas em nosso País, exige de cada um de nós muita tranquilidade em meio a qualquer adversidade. Nestes tempos sombrios, recomenda-se olhar com o devido cuidado cada uma das situações e a adoção de medidas justas. Não nos deixemos contaminar com este momento trágico. As exceções devem ser tratadas como exceções.

Os trabalhadores e trabalhadoras da saúde são o sustentáculo do SUS, patrimônio de todas brasileiras e brasileiros. Precisamos valorizá-los (as)!

 

Viva o SUS! Viva as trabalhadoras e trabalhadores do SUS! Vacina já!

 

Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig

Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais – SEEMG

Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais – Psind MG

Sindicato dos Profissionais das Técnicas Radiológicas de Minas Gerais - Sindtraux

Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de Minas Gerais- Sinfito

Sindicato dos trabalhadores da saúde de Minas Gerais - Sind Saúde MG

Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais – CRF-MG

Federação Nacional dos Farmacêuticos - Fenafar

 

 

 

Em reunião plenária realizada no dia 08 de março de 2021, o Sinfarmig, por meio do seu Diretor Rilke Públio, fez uso da palavra e manifestou veementemente contra a proposta absurda do Governo Zema de fazer um “ajuntamento” descabido das instituições FUNED, Escola de Saúde Pública e Hospital Eduardo de Menezes (FHEMIG) alegando transformá-los em uma super instituição que cuidará de pesquisa, educação e tecnologia pra saúde...Em um momento em que o Estado não tem investido o mínimo de recursos para a saúde, previsto na Constituição...Aliás, foi o que menos aplicou em saúde entre todos estados do País!!

 

De modo inconseqüente e inoportuno, o Governo Zema apresentou projeto de Lei à Assembléia Mineira que propõe o “ajuntamento” de três instituições históricas e essenciais para a saúde pública em Minas e no Brasil: a FUNED, a Escola de Saúde Pública e o Hospital da Fhemig Eduardo de Menezes...

Essa proposta de fusão é absurda, visa apenas a maximização de redução de custos em instituições que vem ao longo dos anos, lutando, com enorme esforço, para sobreviver e dar resposta às importantes demandas da população, apesar do orçamento defasado e da equipe de trabalhadores/as em número reduzido.

A Fundação Ezequiel Dias – FUNED é uma centenária instituição do povo mineiro e brasileiro, da qual nos orgulhamos e com forte vocação para o desenvolvimento científico e tecnológico no campo da saúde pública, para pesquisas e produção de vacinas e medicamentos, bem como realizar análises laboratoriais no campo dos agravos à saúde coletiva em consonância com as diretrizes estabelecidas pelas políticas de saúde.

Nestes tristes tempos em que a pandemia covid-19 ceifa milhares de vidas diariamente e o País necessita de mais vacinas, a FUNED pode e deve desempenhar mais uma importante missão, pois tem expertise, equipe técnica qualificada e capacitada para disponibilizar vacinas à população.

 

O Hospital Eduardo de Menezes é uma instituição de porta aberta, com expertise no atendimento às doenças infecciosas e que atende a toda população mineira, sobretudo nestes tempos de fragilização e limitação nos hospitais públicos.

A Escola de Saúde Pública – ESP-MG é um centro de formação e capacitação fundada em 1946, com mais de  300 mil trabalhadores da saúde pública  qualificados por meio de pós-graduação, cursos técnicos e cursos livres. As ações da Escola abrangem todos os municípios mineiros, com o envolvimento de mais de 9 mil docentes, técnicos e auxiliares em suas atividades educacionais.

Para que estas três instituições sejam fortes, precisamos de investimentos na sua força de trabalho e em tecnologia de ponta. O desgoverno Zema vai em direção contrária a isso.

Este PL encontra-se na Assembléia Legislativa! É fundamental que seja devolvido e enterrado categoricamente!

NÃO AO PL DA FUSÃO! VACINAÇÃO JÁ! SIM AO SUS!

 

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