Comando da Aeronáutica deu início ao processo de convocação para a seleção de profissionais de nível superior, com o objetivo de atrair voluntários à prestação do serviço militar temporário. Os farmacêuticos estão entre os profissionais cobiçados, com 65 vagas disponíveis e remuneração compatível com o posto de aspirante a oficial.

As inscrições ocorrerão no período de 19 a 30 de novembro de 2018, seguindo as normas estabelecidas no Aviso de Convocação. Além do bacharelado em Farmácia e registro no Conselho Regional de Farmácia de sua respectiva jurisdição, o candidato deve ter especialidade comprovada na área bioquímica, industrial, hospitalar com foco em radiofármacos ou em oncologia.

Após a análise dos currículos, a seleção será realizada entre janeiro e abril de 2019. Os profissionais aprovados passarão por um estágio de adaptação técnica ao longo de 12 meses e serão alocados para uma das seguintes cidades, de acordo com a área de atuação – Barbacena e Lagoa Santa (MG); Brasília (DF); Campo Grande (MS); Canoas e Santa Maria (RS); Curitiba (PR); Florianópolis (SC); Guaratinguetá, São José dos Campos e São Paulo (SP); Natal (RN); e Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

 

Campanha salarial 2018 - Farmacêuticos de Transportadoras

 

 

A reunião de mediação realizada nesta quarta-feira, 14/11, no Ministério Público terminou sem acordo por causa do descaso do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais – Setcemg. O Sinfarmig tenta a mais de um ano negociar com o Setcemg a criação da primeira Convenção Coletiva de Trabalho. Foram feitas várias tentativas de diálogo inclusive com mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, todas sem sucesso.

 

A diretoria do Setcemg se negou, mais uma vez, a negociar por causa da Ação Civil Coletiva proposta pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais contra o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG) e contra o Conselho Federal de Farmácia (CFF) objetivando que não seja exigido das empresas de transporte rodoviário de cargas que realizam o transporte de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos que tenham inscrição junto aos Conselhos, bem como que os Conselhos se abstenham de exigir que tais empresas mantenham em seus quadros funcionais profissionais farmacêuticos como responsáveis técnicos para as operações de transporte em todo o período de funcionamento. 

 

A Federação defende também que não existe previsão legal que imponha a presença física, e em tempo integral do profissional farmacêutico nas atividades de transporte de medicamentos. Segundo os patrões, as atividades dos profissionais farmacêuticos no segmento do transporte rodoviário de cargas deverá se restringir ao assessoramento na implantação de boas práticas.  O assessor jurídico do Sindicato patronal explicou que a ação foi aceita pela justiça e até que o processo seja findado, ou por acordo, ou por decisão judicial, eles não negociarão com o Sinfarmig.

 

O Sinfarmig insistiu na criação da primeira Convenção Coletiva de Trabalho como sendo fundamental para valorização e reconhecimento dos farmacêuticos de transportadoras e explicou que este impasse com o CRF/MG não pode impedir uma negociação trabalhista.

 

Diante da resistência dos advogados patronais, o Sinfarmig propôs reunião com participação do CRF/MG, CFF e Vigilância Sanitária Estadual para discutir a jornada de trabalho dos farmacêuticos de transportadoras, mas o Setcemg se negou a participar

 

O Sinfarmig defendeu os farmacêuticos e citou a Lei Federal nº 3.820/60, que diz que as empresas e estabelecimentos que exploram serviços para os quais são necessárias atividades de profissional farmacêutico deverão provar, perante os Conselhos Federal e Regionais, que essas atividades são exercidas por profissionais habilitados e registrados.

 

O Sinfarmig deixou claro também que o farmacêutico é o profissional habilitado para exercer atividades que envolvem medicamentos, conforme determina o Decreto Federal nº 85.878/81. As atribuições do farmacêutico na área de transporte estão formalmente descritas em Resolução do Conselho Federal de Farmácia nº 433/05 e Minas Gerais também tem a Resolução da SES/MG, 5815/2017. 

 

O Sinfarmig continuará insistindo para que este impasse seja solucionado e conta com a participação e mobilização da categoria. 

 

Fortaleça as negociações e o seu Sindicato, sindicalize https://bit.ly/2r1uvKs

 

 

Fonte: Sinfarmig

14/11/2018

 

 

 

A próxima quarta-feira, 14 de novembro será de expectativa para os farmacêuticos de Transportadoras que aguardam uma resposta para a campanha salarial de 2018 ainda sem definição. É que está agendada para essa data uma reunião de negociação coletiva da categoria que terá mediação do Ministério Público do Trabalho. 

Esta é mais uma tentativa do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig de negociar a pauta de reivindicações da categoria, vale ressaltar que desde abril a entidade sindical dos trabalhadores tenta, sem sucesso, negociar com o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais – Setcemg. 

O Sinfarmig acionou o Ministério Público do Trabalho para ajudar a conscientizar o patronal da importância do instrumento normativo de trabalho para a categoria. O Sinfarmig acredita que com a presença e participação de todos é possível dialogar com os patrões para que eles reconheçam e valorizem a atividade dos farmacêuticos possibilitando a criação da primeira Convenção Coletiva de Trabalho para o setor  

 

Serviço:

Data/horário: 14 de novembro de 2018 às 10 horas 

Local: Ministério Público do Trabalho (MPT) / Procuradoria Regional do Trabalho da 3ª Região, localizada na Rua Bernardo Guimarães, n.º 1615, Funcionários, Belo Horizonte/MG.

 

 Fonte: Sinfarmig

Publicada em 12/11/18

 

 

 

 

Um ano depois da entrada em vigor da "reforma" trabalhista, sancionado por Michel Temer em 11 de novembro de 2017, o Brasil não criou os 2 milhões de empregos prometidos pelo governo. E a maior parte dos empregos oferecidos no período foi sem carteira assinada, por conta própria, com menos direitos e salários mais baixos.

 

Os números são de órgãos oficiais do governo, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, informa reportagem de Tatiana Melim, no Portal CUT.

 

O saldo de empregos com carteira assinada, segundo o Caged, foi de 372.748, menos de um quinto do prometido para aprovar o fim dos direitos trabalhistas. Por outro lado, cresceu o surgimento de ocupações precárias. De cada 10 brasileiros que estavam trabalhando no terceiro trimestre, cerca de quatro eram informais, apontam os dados da Pnad Contínua/IBGE.

De acordo com os dados divulgados pelo instituto relativos ao trimestre encerrado em setembro, o que segurou o aumento da taxa de desemprego – hoje em 11,9% – foi o total de trabalhadores sem registro ou autônomos, ou seja, que trabalham por conta própria ou conseguiram uma vaga sem direito a 13º salário, FGTS, férias e salário fixo no final do mês.

Acordos piorados

As cláusulas sociais das Convenções Coletivas de Trabalho também foram duramente atacadas pelos patrões desde 11 de novembro do ano passado, quando o ilegítimo Temer sancionou a Lei nº 13.467, que, além de alterar mais de 100 pontos da CLT, dificultou o acesso à Justiça do Trabalho e aumentou o número de demissões por acordos, fora dos sindicatos, o que representou ainda menos direitos aos trabalhadores e trabalhadoras. 

 

Outra consequência da modificação da legislação trabalhista foi a queda abrupta do volume de ações na Justiça do Trabalho. Isso se deve ao fato de o trabalhador que teve seu direito violado passar a ter de arcar com as custas processuais em caso de o juiz der ganho de causa ao empregador.

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, os números comprovam a "falácia" da tese de redução de direitos como pretexto para se criar empregos e reaquecer a economia. "Esse discurso foi apenas mais uma manobra usada para aprovar o retrocesso e dar aos empresários a carta branca para não cumprir a legislação e explorar os trabalhadores”, diz Vagner.

 

O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, acrescenta "legalizar a informalidade sem garantir direitos trabalhistas não resulta na inclusão dos trabalhadores". Ele cita o exemplo do que ocorre com os jovens espanhóis: “Na Espanha, a cada cinco jovens, quatro estão em empregos inseguros, com remuneração baixa, sem direitos nem garantias. O resultado disso é o aumento do estresse, da ansiedade e da depressão entre os jovens que ficam sem saída e sem perspectivas de futuro”.

 

Para Clemente, a "reforma" trabalhista começa a constituir um submundo precário do trabalho com consequências sociais que ninguém sabe onde irá parar. "Junto com essa reforma estão propondo alterações profundas no sistema previdenciário brasileiro que, se for adiante, criará um caos social sem precedentes".

"E a sociedade precisará se perguntar se quer continuar criando bilionários e uma massa de trabalhadores pobres, aumentando o abismo social, ou se quer diminuir as desigualdades e tornar o convívio coletivo mais saudável e justo". 

Fonte: Rede Brasil Atual

 

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