Foi publicada  Lei n° 13.732 que altera o parágrafo único do artigo 35 da Lei n° 5991/73, que dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Controlados.

De acordo com a nova Lei, o receituário de medicamentos terá validade em todo o território nacional, independente do estado onde tenha sido emitida, inclusive os medicamentos sujeitos a controle sanitário especial.

Anteriormente, as notificações de receita contendo medicamentos a base das substâncias sujeitas a controle especial constantes nas listas B e C2  descritas na Portaria nº 344/98, possuíam validade somente na Unidade Federativa que concedeu a numeração, ou seja, dentro do seu Estado de origem.

A nova Lei que permite a validade dos receituários em todo o país começa a vigorar dentro de noventa dias a partir da data de publicação.

 

Fonte: CRF/MG

 

A Semana Mundial de Uso Consciente de Antibióticos ocorre todos os anos no mês de novembro e tem como objetivo chamar a atenção para o problema da resistência aos antibióticos, que é quando bactérias se tornam resistentes aos medicamentos disponíveis, e aumentar a conscientização sobre a importância do uso responsável de antibióticos.

Os antibióticos são medicamentos utilizados para eliminar as bactérias e tratar doenças provocadas elas, mas as bactérias têm mecanismos para se defenderem quando são expostas repetidas vezes e por longos períodos aos antibióticos. A resistência aos antibióticos é uma defesa natural das bactérias e pode ser transferida para outras bactérias no meio-ambiente e para as gerações seguintes, com alta capacidade de disseminação. Apesar de ocorrer naturalmente, o problema tem se agravado a partir do uso inadequado de antibióticos tanto na saúde humana quanto dos animais. Por isso, está cada vez mais difícil tratar um crescente número de infecções e a resistência aos antimicrobianos é considerada uma das maiores preocupações globais em saúde pública.

O enfrentamento ao problema requer a participação de toda a sociedade! Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde promove a Semana Mundial de Uso Consciente de Antibióticos, que esse ano ocorre de 12 a 18 de novembro de 2018 com o tema “A mudança não pode esperar. Nosso tempo com antibióticos está se esgotando”. Então, antes de tomar antibióticos é importante que as pessoas busquem orientação. O uso responsável de antibióticos ajudará a reduzir a ameaça de resistência aos antibióticos.

  Acesse a página da Organização Mundial de Saúde sobre a semana.

 Conheça o Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos e seu painel síntese.

 Saiba mais sobre o Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos.

 O que outros países estão preparando para a Semana? Clique aqui e veja alguns exemplos.

 

 

Fonte: Anvisa

 

 

A leve recuperação da economia em 2017 não impediu o crescimento da precarização no mercado de trabalho brasileiro. Número dos sem carteira, trabalhadores por conta própria e PJs é o que mais cresce

 

 

Entre 2012 e 2017, o Brasil registrou queda no número de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada - com direitos garantidos - e aumento no número daqueles que tiveram de recorrer a trabalhos por conta própria ou empregos sem registro em carteira – sem direitos - para fugir do desemprego que vem batendo recordes nos últimos anos.

 

Apesar do total de pessoas ocupadas no Brasil ter aumentado de 89,668 mil para 91,449 mil, entre 2012 e 2017, nem a leve recuperação da economia no ano passado contribuiu para impedir a precarização do mercado de trabalho: o total de trabalhadores com carteira assinada registrou queda de 1.126 mil pessoas em 2017, ou 36,3% de todos que estavam ocupados no país.

 

Já o total de trabalhadores que não conseguiram uma recolocação e decidiram trabalhar por conta própria aumentou 25,3% (600 mil pessoas) e os sem carteira assinada 12,2% (600 mil pessoas). Os trabalhadores domésticos (6,8%), os empregados no setor público (12,4%), os empregadores (4,6%) e os trabalhadores familiares auxiliares (2,5%) não tiveram alterações importantes em suas participações na composição da ocupação.

 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2017, divulgada nesta quinta-feira (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

De acordo com o IBGE, o pico de pessoas ocupadas foi registrado em 2015, com 92,626 mil de trabalhadores empregados; em 2016, caiu 1,5% (1.435 mil) e totalizou 91.191 mil, porém com menos empregos formais. A queda da ocupação na época foi mais intensa na indústria geral, que registrou perda de 1.308 mil pessoas ocupadas, mas também teve queda nos grupos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (436 mil pessoas) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (332 mil pessoas).

 

Pejotização

O número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, portanto, atuando como pessoas jurídicas, ou PJs, aumentou de 14,9% para 18,9% entre 2012 e 2016. Em 2017 caiu para 18,5%. 

Em 2017, havia 27.338 mil brasileiros ocupados como empregadores ou trabalhadores por conta própria no trabalho principal. Em relação a 2016, esse contingente teve crescimento de 2,2% (576 mil pessoas), variação maior, portanto, que a de 0,3% (259 mil pessoas) ocorrida na população ocupada total do País.

 

Todas as Regiões do país registraram crescimento dessa população em 2017, com exceção do Nordeste, que teve queda de 3,5%.

Na comparação com 2012, a expansão dos empregadores ou trabalhadores por conta própria no País foi de 13,7%.

 

Cooperativa de trabalho e produção

 

Do total de ocupados como empregadores ou trabalhadores por conta própria, 5,8% (1 589 mil pessoas) eram associados a cooperativa de trabalho ou produção em 2017. Essa estimativa ficou praticamente estável em relação a 2016, quando atingiu 5,9% (1 568 mil pessoas). A maior estimativa desse indicador (6,4%) ocorreu em 2012. A Região Sul teve o maior percentual em todo o período, seguida pela Região Norte. Em 2017, a Região Centro-Oeste (4,9%) apresentou a maior redução.

 

Quando investigado por sexo, o percentual de associados à cooperativa de trabalho ou produção era maior entre homens (6,7%) do que entre mulheres (4,1%). O ano de 2016 apresentou a menor diferença entre as duas populações de cooperados: 6,4% e 4,7%, respectivamente, dos homens e mulheres.

 

 

Escrito por: Marize Muniz

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA AGÊNCIA BRASIL

 

Fonte: CUT

 

Monumentos são iluminados em apoio à campanha Novembro Azul para chamar a atenção dos homens sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata Valter Campanato/Agência Brasil

 

O câncer de próstata é o foco de mais uma edição da campanha Novembro Azul, organizada pela Sociedade Brasileira de Urologia. O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. Somente entre 2016 e 2017, 61,2 mil novos casos foram estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Com o intuito de estimular a população masculina a superar a vergonha em relação ao assunto e cuidar da saúde, a campanha realiza diversas ações ao longo do mês. Em São Paulo, a programação, que começa na segunda-feira (5) e vai até dia 23, inclui mutirões para esclarecer dúvidas, uma caminhada e palestras. Em Brasília, será realizado na Câmara dos Deputados o X Fórum de Saúde do Homem, no dia 21. Por ocasião da campanha, como em anos anteriores, o Congresso Nacional e o Cristo Redentor serão iluminados de azul.

Os aspectos culturais, como o machismo, têm impacto no diagnóstico e controle da doença, muitas vezes associada com a perda da virilidade. Como consequência, há o isolamento e a baixa autoestima do paciente que, não raro, tem dificuldade para buscar ajuda e médica e durante o tratamento precisa se afastar das atividades laborais.

“A gente não consegue conversar porque as pessoas mudam de assunto rapidinho. De cara, a pessoa quer saber da vida sexual, não quer saber se você passa mal, se desmaia. Você fica meio invisível. Meu irmão mesmo disse: ‘Você é um câncer mais ou menos’, porque imagina-se que você tem que fazer aquela cara de dor, ou então, não considera que você tem câncer”, desabafa o assistente administrativo Liomardes Lino, que já passou por uma cirurgia para tratar a doença teve uma recidiva no ano passado, que o levou à radioterapia.

De acordo com dados do Inca, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos. Considerado novo para desenvolver a doença, Lino foi diagnosticado com o câncer de próstata aos 48 anos, em 2014. Foi por insistência de sua esposa que fez o exame chamado Antígeno Prostático Específico (PSD), que acusava um alto grau de anormalidade dos níveis esperados da proteína produzida pela próstata.

Exames de toque

Para o urologista Mário Fernandes Chammas Jr, a cultura machista da América Latina é um fator que atrapalha a detecção e, portanto, o tratamento da doença. Ele assegura que o exame de toque retal é simples e rápido, com duração de 5 a 10 segundos, e defende as consultas regulares ao médico. “Muitas vezes, o paciente acaba falando: ‘Era só isso?’. E perde o medo inicial.”

Além do tabu em relação ao exame, outro aspecto relevante é o fato de que a maioria de casos é assintomática. “É diferente de outros tipos de câncer, em que aparece algo no seu corpo, algo que provoca medo e te faz ir ao médico. Em larga maioria, só há sintoma quando já está muito avançado. Cabe ao médico procurar antes que chegue a esse ponto”, afirma.

Rede de apoio

Liomardes Lino participa atualmente de um grupo de homens que passaram ou passam pelo tratamento e trocam experiências por meio do aplicativo Whatsapp. Desse encontro, surgiu também a página Eu tive câncer de próstata, no Facebook, criada pelo representante de medicamentos Fernando César de Toledo Maia. Também diagnosticado com câncer de próstata, ele conta que se sentia isolado e lamentava não encontrar um canal de troca de experiências. "Senti necessidade de fazer porque não tive onde me apoiar, eu não conhecia histórias. A única história que ouvia era: 'você vai ficar impotente, incontinente’”, conta Maia.

Na opinião dele, o governo deveria realizar campanhas de impacto, como as que conseguiram reduzir o número de fumantes no país, para chamar atenção para a importância e a gravidade do tema. “A campanha deve comunicar a possibilidade de metástase [quando o câncer se espalha por outros órgãos]”, opina.

Ele relata que, mesmo no grupo, a preocupação principal dos integrantes é quanto aos possíveis efeitos colaterais do tratamento e que nenhum deles faz acompanhamento psicológico, embora muitos estejam enfrentando problemas com a família e depressão. “Eles não acreditam que a psicoterapia traria um retorno a esses problemas [sexuais]. Conheço um médico que havia casado com uma pessoa mais nova e que não quis se tratar porque achou que ia perder a virilidade”, diz.

Mário Fernandes Chammas Jr. esclarece que não é o câncer que leva a uma possível impotência sexual, mas sim o tratamento. “Nos tratamentos mais comuns no Brasil, a radioterapia e a cirurgia, quando você ataca a próstata, machuca os tecidos em volta dela, incluindo o nervo responsável pela ereção.”

Ele acrescenta que boa parte dos pacientes recupera a função, havendo a opção de aplicar medicamentos diretamente no pênis e, em último caso, utilizar uma prótese peniana. Em todos os casos, o urologista é o profissional médico qualificado para prescrever o método mais indicado.

Sintomas e prevenção

O médico explica também que o tipo mais comum de câncer de próstata é o adenocarcinoma. Na fase inicial da doença, são comumente identificados sangue na urina, dificuldade em urinar, diminuição do jato de urina e aumento da frequência ao banheiro.

Para investigar o câncer de próstata são feitos dois exames: o de toque retal, que avalia o tamanho, a forma e a textura da próstata, e o Antígeno Prostático Específico (PSD). Para confirmar uma suspeita sinalizada pelos dois testes, é feita uma biópsia, que consiste em analisar pequenos pedaços da glândula. A função da próstata é a produção de um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozóides.

Homens cujo pai ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos têm maior chance de também desenvolvê-lo. Outros fatores de risco são sobrepeso e tabagismo. Praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável são formas de prevenir a doença.

Quando se manifesta da forma menos agressiva dos três níveis existentes, o paciente deve frequentar o médico a cada três meses e seguir uma rotina de exames laboratoriais, protocolo estabelecido por especialistas há cerca de dez anos.

Direitos do paciente com câncer

Os pacientes com câncer têm direito a receber auxílio-doença – se for afastado do trabalho por mais de 15 dias – e o saque do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). Quem é atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pode solicitar ainda o benefício chamado Tratamento Fora de Domicílio (TFD), valor que cobre despesas como transporte aéreo, terrestre e fluvial, diárias para alimentação e pernoite. No caso do TFD, a liberação depende da disponibilidade orçamentária do município ou estado. Alguns estados, como o Rio de Janeiro, asseguram ainda a gratuidade de ônibus intermunicipais, trem, metrô e barca. A lista dos completa dos direitos do paciente está disponível no site do Inca.

 

Publicado em 01/11/2017 - 17:18

Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil  Brasília

 

 

Fonte: Agência Brasil

Mais Artigos...