Abertura reforçou a importância do controle social e financiamento do SUS

Na noite dessa sexta-feira (22), foi realizada a abertura da 11ª Conferência Municipal de Saúde de Belo Horizonte, no Minas Centro. O evento contou com a presença do prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, da deputada federal Jô Moraes, além de outras autoridades municipais.O SINFARMIG levou para as atividades seis delegados, representando os trabalhadores da saúde. Os diretores Christianne Jacome, Junia Dark Lélis, Luciana Silami Carvalho, Sebastião Fortunato, Waldirce Inez de Souza e o Farmacêutico da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Daniel Kascher, estão participando dos grupos de trabalho reforçando a atuação da classe farmacêutica na saúde pública.



Diretores do SINFARMIG participam como delegados na Conferência

Na palestra de abertura ministrada pelo secretário de assistência à saúde do Ministério da Saúde (MS), Helvécio Miranda Magalhães Júnior, os avanços e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) foram abordados, além da importância da aprovação da EC 29, para viabilizar mais recursos para a área de saúde.De acordo com o representante do MS, o objetivo é transformar o lema “SUS para os pobres” em “SUS que promove inclusão e transformação social”, afinal, “Todos usam o SUS”.

A primeira noite de Conferência também teve expressiva participação popular (controle social), com faixas de protestos reivindicando melhorias dos serviços públicos de saúde e recusando claramente as propostas de parcerias público-privadas para a gestão da saúde no município.

Gestores, trabalhadores e usuários do SUS no evento 

As atividades da 11ª Conferência Municipal de Saúde de Belo Horizonte seguem no sábado e domingo, com a entrega das moções dos grupos de trabalho e a escolha dos delegados que irão participar da 7ª Conferência Estadual de Saúde, no mês de agosto.

Serviço

11ª Conferência Municipal de Saúde de Belo Horizonte
Dias, 22, 23 e 24 de julho
Minas Centro (Av. Augusto de Lima, 785 – Lourdes – Belo Horizonte/MG)

Mensalidades com desconto de 50% para Farmacêuticos


SINFARMIG e a Escola de Tradutores e Intérpretes de Minas Gerais - ETIMIG firmaram convênio para oferecer aos Farmacêuticos descontos nos cursos de Inglês e Espanhol para iniciantes**.As mensalidades são fixas em 06 parcelas de R$ 99,00 (por semestre), sem taxa de matrícula ou de material didático.O desconto é válido para os profissionais sindicalizados que, no ato da matrícula, apresentarem a carteira de identificação do Sindicato e preencherem a ficha de autorização.A ETIMIG é uma entidade de utilidade pública e faz parte dos sistema SESC/SENAC.As aulas são ministradas em dias e horários variados na Rua Caetés, 628 - Centro - Belo Horizonte/MG.

Mais informações: (31) 3272-1257

**Os profissionais que já cursaram Ingês e/ou Espanhol podem fazer testes de níveis para participar das aulas. Para desconto nas mensalidades a administração da Escola deve ser consultada.

 

Aumento de 6,36% para a classe farmacêutica

CCT FOI HOMOLAGADA DIA 08/07/2011

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2011 de Farmácias, Drogarias e Distribuidoras de Medicamentos foi fechada com um aumento de 6,36% para a classe farmacêutica.As empresas podem pagar as diferenças salariais da seguinte forma:

- As diferenças salariais referentes ao mês de março/2011 podem ser pagas no salário de junho/2011;

- As diferenças salariais referentes ao mês de abril/2011 podem ser pagas no salário de julho/2011;

- As diferenças salariais referentes ao mês de maio/2011 podem ser pagas no salário de agosto/2011;

Estavámos negociando sobre uma cláusula de atestado médico, da qual o Sindicato Patronal estava exigindo um prazo de 48h, para que o Farmacêutico apresentasse o atestado médico nos casos de afastamento de suas funções por motivo de saúde, com pena de ter os dias cortados.O SINFARMIG, através de sua assessoria jurídica negou-se a firmar tal convenção, que iria penalizar os profissionais afastados por motivos de saúde.

Após exaustivas conversas com o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de MG - Sincofarma Minas, foi mantida a redação dessa claúsula, com base na CCT de 2010.Os profissionais continuam com o direito ao abono de 10 dias por ano para participarem de cursos, congressos, seminários, etc.

Novos valores do piso:

20h - R$ 1.310,88 | 30h - R$ 1.966,33 | 40h - R$ 2.621,77 | 44h - R$ 2.883,95

>> Hora normal: R$ 13,11

>> Hora extra (50%): R$ 19,66

>> Hora extra (100%) - Domingo e feriado: R$ 26,22

O aumento será retroativo a 1º de março de 2011.

>> Clique aqui e acesse a CCT assinada pelo SINFARMIG e Fecomércio/MG

ATENÇÃO: A CCT FOI HOMOLAGADA DIA 08/07/2011 PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (MTE).

Estratégia de venda da indústria farmacêutica lesa pacientes e consumidores


Pesquisa realizada pelo Instituto Ethos e a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), mostra que a venda fracionada de medicamentos no país não existe.A pesquisa foi realizada em grandes centros urbanos, como Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e em todas as farmácias consultadas o resultado foi o mesmo: não há medicamentos fracionados. Nem mesmo os estabelecimentos conveniados com o programa do Governo Federal “Farmácia Popular” dispõem desses medicamentos.A falta de fracionados no mercado brasileiro, além de infringir o decreto lei nº 5.775/06 que garante essa modalidade de venda é uma clara estratégia de venda das indústrias farmacêuticas, preocupadas apenas com os altos lucros.

Para a diretora do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – SINFARMIG, Luciana Silami Carvalho, a intenção da venda fracionada é promover o uso racional de medicamentos e para isso, eles deveriam ser disponibilizados para venda com a quantidade de comprimidos de acordo com a prescrição médica. “Além de economizar na hora da compra, o paciente não irá desperdiçar o produto, pois vai comprar somente aquela quantidade que ele realmente vai utilizar”, afirma.

Outro ponto abordado pela farmacêutica é o armazenamento inadequado de medicamentos que sobram das cartelas. Luciana atenta que os medicamentos vendidos em quantidades superiores para um determinado tratamento, são guardados em casa, às vezes de forma inadequada, perdem o prazo de validade e são reutilizados tempos depois em forma de automedicação. “A prática da automedicação, como já sabemos, é causa de grandes problemas de saúde pública, como a proliferação da superbactéria KPC”, reforça a diretora.

Mercado

A responsabilidade por essa situação – ausência dos fracionados – não é dos estabelecimentos farmacêuticos. A ponta do iceberg começa nos laboratórios das indústrias farmacêuticas que produzem e distribuem os medicamentos em quantidades superiores às necessárias para um tratamento.Além disso, é vetado às drogarias fracionar medicamentos, pois uma vez violados, não há como assegurar a qualidade e a segurança ao paciente. As farmácias podem desde que tenham condições adequadas, realizar o fracionamento, seja pelo farmacêutico ou sobre a supervisão do mesmo.

A indústria farmacêutica tem conhecimento das dosagens prescritas pelos médicos, e na pior das hipóteses, se não as tiverem, podem conseguir facilmente através de seus representantes, que sempre estão em contato direto nos consultórios médicos.Assim, a causa da não produção em quantidades fracionadas não pode ser justificada pelo desconhecimento das quantidades necessárias. “A questão é que as indústrias farmacêuticas têm o interesse em vender muito”, diz Luciana.

Falta divulgação

As entidades envolvidas na pesquisa lançaram uma campanha nacional para que a venda de remédios fracionados seja obrigatória e não apenas facultativa.Para a diretora do SINFARMIG, a falta de divulgação sobre a possibilidade de venda de remédios fracionados é outro problema que contribui para essa situação. “Como a venda dos fracionados é facultativa não há interesse em informar os pacientes”.

No Mercado Farmacêutico existem medicamentos comercializados em forma de cartelas, como paracetamol, ácido acetilsalicílico, dipirona, dessa forma “o paciente tem a opção de comprar quantidades menores”, ressalta, mas teria que ter condições de comprar um único comprimido. A farmacêutica alerta que na forma fracionada os medicamentos devem ter o número do lote, a data de fabricação, o prazo de validade e o nome do responsável técnico.

A orientação é, se existir o medicamento em quantidade menor, já fracionado pela indústria, e se essa quantidade atende ao paciente, ele deve ser oferecido ao paciente.  Se não, o profissional deve informar que o paciente pode reclamar diretamente com a indústria que produz o medicamento, através do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) e exigir dos laboratórios a adequação.

Tramita na Câmara Federal um projeto de lei que torna obrigatória essa modalidade de venda de medicamentos, mas ainda não tem previsão de votação.

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