O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig estará na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na tarde desta segunda-feira, 20/08, a partir das 15h30 para falar sobre as perspectivas profissionais do setor no atual cenário brasileiro para os alunos da graduação. 

 

O convite foi feito pela professora da disciplina Ética e Legislação Farmacêutica, Micheline Rosa Silveira, que considera a palestra importante porque irá abordar “os avanços da profissão, as lutas que o sindicato participa em defesa dos farmacêuticos, a importância de se sindicalizar e os prejuízos da Reforma Trabalhista”. 

 

A abordagem do diretor do Sinfarmig, Rilke Novato Públio, será pautada por estes temas além dos desafios do mundo do trabalho. Ele defende que é urgente o envolvimento dos acadêmicos para fortalecer a entidade e a mobilização por mais conquistas. “A participação dos alunos pode mudar a luta e resultar em avanços, além de melhorar as perspectivas para os farmacêuticos”.

 

Fonte: Sinfarmig

Publicada em 16/08/18

 

 

Documento visa esclarecer dúvidas de trabalhadores da área da saúde sobre a seleção de produtos.  

 

Entre as medidas de segurança adotadas em um ambiente de promoção e cuidado da saúde, a higienização das mãos é uma das principais estratégias para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Com o intuito de orientar gestores, profissionais que atuam nos serviços de saúde e no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), a Anvisa lançou a Nota Técnica 01/2018 sobre os requisitos básicos e necessários para a seleção de produtos para higienização das mãos sem serviços de saúde.

 

O termo higienização das mãos engloba a higiene simples, a higiene antisséptica e a antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório das mãos. Esse tipo de serviço de saúde tem sido foco de especial atenção para a prevenção da disseminação de micro-organismos, especialmente os multirresistentes, muitas vezes veiculados pelas mãos dos profissionais de saúde.

 

Vale lembrar que, em hospitais, unidades de saúde ou clínicas, o manejo das pessoas que sofrem com infecções é constante e, consequentemente, os cuidados devem ser dobrados. A nota técnica elaborada pela a Anvisa tem o foco na implementação de melhorias em suas unidades como parte das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Preparação Alcoólica

A maneira mais eficaz de garantir uma ótima higiene das mãos é utilizar a preparação alcoólica para as mãos. A concentração final da preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos a ser utilizada em serviços de saúde deve cumprir com o estabelecido na RDC  42/2010, ou seja, entre 60% e 80% no caso de preparações sob a forma líquida, e concentração final mínima de 70% no caso de preparações sob as formas gel, espuma e outras.

 

Contato com a pele

Quanto ao tempo de contato com a pele das mãos, recomenda-se que a higienização das mãos com preparações alcoólicas nos serviços de saúde seja feita por 20 a 30 segundos, friccionando-se as mãos em todas as suas superfícies.

 

Boa tolerância cutânea

A preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos deve apresentar boa tolerância cutânea, uma vez que podem ocorrer dermatites de contato causadas por hipersensibilidade ao álcool ou a vários aditivos presentes em certas formulações.

 

Cinco momentos para a higiene das mãos

A nota técnica lembra do conceito “cinco momentos para a higiene das mãos” que facilita a compreensão dos profissionais de saúde nos momentos em que há riscos de transmissão de micro-organismos causadas por transmissão cruzada pelas mãos: antes de tocar o paciente; antes de realizar procedimento limpo/asséptico; após risco de exposição a fluidos corporais; após tocar o paciente e após contato com superfícies próximas ao paciente.

 

Higiene das mãos

As mãos devem ser lavadas com água e sabonete (líquido ou espuma) quando estiverem visivelmente sujas de sangue ou outros fluidos corporais, quando forem expostas a potenciais organismos formadores de esporos ou depois de utilizar o banheiro.

 

As ações de higiene das mãos são mais eficazes quando a pele das mãos é livre de lesões/cortes, as unhas estão no tamanho natural, curtas e as mãos e antebraços sem joias e descobertos.

 

Vale lembrar que a correta higiene das mãos é uma ação simples, mas que realizada no momento certo e da maneira certa pode salvar vidas.

 

Por: Ascom/Anvisa

Publicado: 06/08/2018 16:27

Última Modificação: 07/08/2018 10:40

 

 

A nova diretoria da Fenafar para o triênio 2018 - 2021 foi eleita por unanimidade dos votos ao final do 9º Congresso da Fenafar, realizado entre 02 e 04 de agosto em Aracruz, Espírito Santo. O farmacêutico catarinense, Ronald Ferreira dos Santos foi reeleito para ocupar a presidência da entidade. Dos 126 delegados aptos a votar, 121 votaram na chapa única apresentada ao congresso.

 

Para Ronald, essa construção unitária é o reflexo da prática cotidiana de todos e todas que atuam nos sindicatos e que compreendem que a nossa força política é fruto dessa unidade.

 

A nova diretoria executiva é composta por 22 diretores, 54% são mulheres, há sete novos integrantes e quatro novos estados. Para Ronald, é preciso combinar a experiência com a incorporação de novas lideranças. Somos uma categoria feminina e jovem e isso tem que estar refletido na composição da nossa diretoria".

 

Em seu discurso aos delegados, Ronald Ferreira dos Santos, emocionado, disse "o que me move é a emoção, é o sentimento, é essa coisa maluca que é compartilhar sonhos e ver as coisas acontecendo, e ver isso (referindo-se à diretoria eleita) não tem como não se emocionar e alimentar a nossa alma, de ter a convicção de que nós escolhemos fazer o mesmo trabalho e compartilhar nossos sonhos e construir tudo isso com cada um e cada uma que está aqui e que se dispôs a construir essa luta”, disse. 

 

Ronald também disse que "saímos daqui com muitas tarefas para construir juntos”, entre elas ele destacou a 16ª Conferência Nacional de Saúde. "O compromisso da categoria farmacêutica é com a vida. Vamos ajudar a construir uma plataforma em defesa do Brasil. Poucas organizações da sociedade brasileira têm propostas para enfrentar a frente trabalhista, democrática e social, em defesa da qualidade de vida das pessoas, nós temos rumos e caminhos para construir isso tudo. Nós temos que compreender que a unidade é a bandeira da esperança, a unidade é a única bandeira capaz de fazer frente aos emissários da morte. Temos que fazer do nosso trabalho, da nossa ação técnica, do nosso convívio político e social a luta pela transformação social. Nossa diretoria, iluminada pela construção coletiva que produzimos aqui, vai contribuir para a valorização e o crescimento da nossa profissão e para o avanço da sociedade brasileira”, concluiu.

 

A secretária geral da Fenafar e anfitriã do evento, Maria Maruza Carlesso ressaltou a vitória que foi realizar este 9º Congresso. “Com todas as dificuldades que os sindicatos estão passando, conseguimos realizar mais um congresso, discutindo pontos importantes para municiar a categoria na sua luta para o próximo período. Uma luta que está expressa no mote do nosso 9º Congresso, que é por +Democracia, +salário digno, +saúde e +qualidade de vida. Afinal, é isso que todos nós buscamos na nossa vida”, disse.

 

Fábio Basílio, vice-presidente da federação, ressaltou que "neste momento de desmonte de tudo que a gente acredita, da democracia, da unidade da classe trabalhadora, com a asfixia financeira dos sindicatos, termos conseguido reunir mais de 150 pessoas com 26 estados representados neste 9º Congresso é uma grande vitória e mostra a força da Fenafar e a nossa capacidade de luta para continuar nos próximos anos buscando a valorização da profissão farmacêutica e o reestabelecimento da democracia no nosso país”.

 

A segunda vice-presidente da Fenafar, Veridiana Ribeiro, disse que “os congressos da Fenafar sempre representam um marco importante para a luta da nossa categoria. E esse Congresso não é diferente. Como os outros, ele entra para a história e mostra o nosso compromisso com a luta. Num momento tão adverso, a categoria se superou. Os sindicatos filiados se superaram para garantir a presença aqui. E o mais importante é que conseguimos aprovar uma estratégia de luta para os próximos três anos, mantendo a unidade e com o compromisso de politizar a nossa base e levar para a categoria o que está colocado no mote no Congresso: a luta por +democracia, +salário digno, +saúde e + qualidade de vida”.

 

 

Por Renata Mielli, do Espírito Santo

Publicado em 04/08/2018

 

 

A Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) é uma construção coletiva em defesa da vida. Esta é a afirmação dos palestrantes durante o lançamento da PNVS na Câmara dos Deputados, em Brasília, realizado nesta terça-feira (07/08).

 

Construída com a colaboração de gestores, trabalhadores, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e da sociedade civil, a política articula ações com ênfase na promoção, proteção e prevenção de doenças e agravos e deverá nortear as ações do SUS pelos próximos anos.

 

O documento foi construído a partir das diretrizes aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), realizada de 27 de fevereiro a 2 de março de 2018, que discutiu as propostas das conferências municipais, regionais, estaduais e livres. A construção coletiva reuniu aproximadamente 40 mil pessoas, ao longo de todo o processo de debates no país, nos últimos dois anos.

 

Somente nas etapas livres foram mais de três mil brasileiros e brasileiras participando, entre eles pessoas em situação de rua, das populações expostas aos agrotóxicos, das populações do campo, floresta e águas, do povo ROM (ciganos), dos trabalhadores rurais sem-terra e das pessoas atingidas pela hanseníase, que apresentaram propostas específicas para cada segmento.

 

“Levamos um amplo debate para a sociedade, sobre um tema que ainda era distante da realidade de cada um. Mostramos para as pessoas que a vigilância tem a ver com os problemas do cotidiano e que é fundamental a participação de todos”, afirma o coordenador da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), Fernando Pigatto, ao destacar a diversidade de público nas 24 conferências livres. “Assim, colocamos em primeiro lugar a vida, contra as políticas de morte que estão querendo implementar”, completa Pigatto.

 

“A política pública, estabelecida a partir do movimento social e da participação da sociedade, hoje é uma política nacional afirmativa e sistematizada, que representa um importante arsenal de elementos e afirmações para os sistemas de saúde locais”, afirma o secretário de saúde adjunto do Distrito Federal, Marcos Quito.

 

Fonte: SUSConecta

Publicado em 08/08/2018

 

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