O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais - Sinfarmig vem participando ativamente do processo de construção das Conferências Municipais e Estadual de Saúde.

 

Em Belo Horizonte e em Betim, onde o processo já foi deflagrado e acontecem diversas atividades como etapas preparatórias às suas conferencias municipais, o Sinfarmig está presente, debatendo e aprovando propostas/diretrizes que ampliem as ações de assistência farmacêutica com qualidade e cada vez mais acessível à população.

 

Em Betim, acontecerá em março duas atividades importantes propostas pela SMS-Betim. No dia 13/03 haverá uma reunião temática sobre Assistência Farmacêutica e no dia 14/03 sobre Judicialização.

 

Com o apoio de colegas farmacêuticos da SMS - Belo Horizonte, o Sinfarmig apresentou ao Conselho Estadual de Saúde, a proposta de realização de uma Conferencia Livre de Assistência Farmacêutica, de âmbito estadual, como parte do calendário preparatório da Conferência Estadual de Saúde.

 

É preciso que estejamos alerta e ativos neste momento em que os direitos dos cidadãos e cidadãs estão sendo retirados de forma unilateral diante da aprovação pelo governo Temer da EC 95 que congela e consequentemente promove a redução dos investimentos financeiros em políticas públicas até o ano de 2036, afetando de forma criminosa todas as políticas sociais no País.

 

Recentemente, neste ano de 2019, o SUS está sendo sofrendo mais um triste e violento ataque com a publicação, pelo Governo Federal, da Nota Técnica Nº 11/2019 intitulada “Nova Saúde Mental”, publicada pela Coordenação-Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, do Ministério da Saúde cujo teor aponta um grande retrocesso nas conquistas estabelecidas com a Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216 de 2001), marco na luta antimanicomial ao estabelecer a importância do respeito à dignidade humana das pessoas com transtornos mentais no Brasil.

 

Portanto é fundamental que busquemos todas as energias necessárias para evitarmos perdas das conquistas históricas, fruto das lutas do povo brasileiro na Reforma Sanitária desde a ditadura de 1964 e isto só será possível com muita resistência e disposição ao enfrentamento dessas políticas reacionárias e de interesse nebulosos, prejudiciais à população brasileira.

 

O espaço das realizações das conferências é um momento privilegiado para disseminarmos e reagirmos às tentativas e ações concretas que retiram direitos e desmontam o SUS!

 

Vamos participar e somarmos forças contra todo tipo de retrocesso social!  

 

 Fonte: Sinfarmig

13/02/2019

 

 

O papel de um sindicato de trabalhadores vai muito além da negociação do reajuste anual de salário. Se não fossem os sindicatos, conquistas como 13º salário, direito a férias, adicionais ao salário FGTS e outras conquistas trabalhistas não seriam possíveis.

 

Os sindicatos têm sua origem no enfrentamento coletivo dos trabalhadores contra situações de opressão e exploração e fundamentam-se na união e solidariedade entre os membros da sua classe. Assim, as ações do sindicato contribuem não somente para a defesa do próprio filiado, mas também para o fortalecimento de toda a classe trabalhadora.

 

 

O sindicato é o instrumento de organização e luta dos trabalhadores em defesa dos interesses da sua classe, e, portanto, sua força está diretamente relacionada à consciência, adesão e união dos seus trabalhadores. Um sindicato autônomo, independente e fortalecido pela sua base traz inúmeros benefícios para os seus filiados e também para a sociedade em geral.

 

Por isso a importância de participar das assembleias, apoiar e divulgar as ações do sindicato. Sindicalize-se: Um faz a maior diferença https://bit.ly/2HKxFNf

 

#sinfarmig #sindicato #farmaceuticos #MG #farmacia #sindicalização #DireitosTrabalhistas #NãoExisteSindicatoSemVOCE

 

 

Após avaliação, documento leva cinco dias para ficar pronto e pode ser impresso pelo usuário.

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a emissão digital do certificado internacional de vacinação. Após tomar a vacina, o cidadão pode fazer a solicitação do certificado, que garante a entrada em alguns países com exigências de vacinas específicas, através do site Portal de Serviços.  

 

O processo pode levar até 5 dias úteis. Uma vez analisado, o usuário receberá uma mensagem avisando sobre o certificado para impressão e assinatura. O arquivo fica disponível para impressão sempre que necessário.

 

Segundo a Anvisa, mais de cem países exigem o Certificado Internacional de Vacinação do viajante, para comprovação em especial da imunização contra a febre amarela. Casos da Austrália, Bahamas e Tailândia, onde não é permitida a entrada sem o documento, inclusive para conexão.

 

Veja o passo a passo para emissão do certificado:

 

·                                 Tomar a vacina em um posto de vacinação ou alguma clínica particular.

·                                 Cadastrar-se e enviar a solicitação pelo site https://www.servicos.gov.br/. O processo será analisado e, se aprovado, o usuário receberá uma mensagem, de acordo com os dados informados no cadastro.

·                                 Imprimir o cartão e assinar no local indicado no certificado. Com assinatura digital, o cartão dispensa a presença física do cidadão em um posto de atendimento.

Ainda de acordo com a Anvisa, anualmente são cerca de 730 mil solicitações de certificados. Com a emissão digital a estimativa é de uma economia de R$ 120 milhões por ano.

 

Fonte: G1 / Foto: Anvisa/Divulgação

 

  

Nós, mineiros e mineiras que estamos acostumados/as com “oitenta por cento de ferro nas almas”, não nos calaremos 

Eu sou mineiro. Minas Gerais é a minha grande aldeia. Terra de muitos rios, de valiosos rios como o resistente Rio Jequitinhonha, o insistente Rio das Velhas, o misterioso Rio São Francisco, o vasto Rio Doce e o forte Rio Paraopebas. Foi bem assim que conheci esse último em 2011: “cuidado, esse Rio não tá pra brincadeira”; quando tive a oportunidade de passar uma semana bem próximo das suas margens no acampamento 02 de julho do MST, em Betim.

Rio é sinônimo de força e resistência. Tive que aprender isso logo cedo, afinal, sou do Mucuri e acostumei com as inúmeras tentativas de assassinato do Rio Todos os Santos que nos faziam nutrir uma permanente preocupação com a escassez de água, assim como muitos municípios na região. Quando tinha 15 anos, conheci o Rio Mucuri (das suas duas nascentes até à foz na Bahia) e desde então passei a nutrir um sentimento de profunda gratidão às águas que nos oferecem a vida. E o que nós oferecemos em troca?

Nesta nossa grande aldeia, de tantos rios cruzando as “gerais” e de tantas “minas”, duas riquezas que, sob controle popular, poderiam caminhar juntas pra assegurar melhores condições de vida para povo, protagonizam uma terrível competição para poderem existir. Diante deste modelo predatório, potencializado com o neoliberalismo, para extrair minério é necessário destruir rios caudalosos, seus afluentes e suas nascentes. É Minas contribuindo para manter viva a nossa “vocação nacional”: produzir para fora, gerar riqueza pra quem não vive no nosso país e, óbvio, se vivessem também não teriam nenhum compromisso com a construção de um projeto soberano e popular para o uso das nossas riquezas minerais. A nossa elite, débil e antinacional, não tem nenhuma proposta para assegurar nossas vidas e os nossos rios. Do mesmo modo que nunca portou um projeto de desenvolvimento soberano para nosso país. Tarefa que cabe ao povo brasileiro, trabalhadores e trabalhadoras. Precisamos tomar as rédeas da burguesia e buscar dotar de sentido a nossa existência enquanto nação.

Os crimes de Mariana e Brumadinho são expressão deste modelo predatório no qual o lucro das multinacionais importa mais do que a vida de homens e mulheres, de animais e dos nossos mananciais. Os crimes de Mariana e Brumadinho solapam as vidas destes Rios da nossa aldeia: o Rio Doce, memória da minha infância, das viagens de trem e das visitas a Governador Valadares e o Rio Paraopebas, memória que resgato da resistência daqueles/as que lutam pela terra, para nela viver e produzir de maneira sustentável e respeitosa.

Nós, mineiros e mineiras que estamos acostumados/as com “oitenta por cento de ferro nas almas”, como outrora disse Drummond, não nos calaremos. Em solidariedade aos trabalhadores/as tombados/as em mais um episódio de barbárie que nos dilacera há cerca de 300 anos. Resistiremos e lutaremos por soberania popular na mineração e por um projeto energético popular para o Brasil.

Leonardo Nogueira

Jornal Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

 

 

 Foto: Luiz Rocha/Mídia NINJA 

 

 

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