Todos os dias, milhares de farmacêuticos de farmácias e drogarias enfrentam enormes dificuldades na hora de dispensar medicamentos prescritos. Decifrar a escrita ilegível no receituário é um exercício rotineiro e várias medidas têm sido tomadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) para resolver o problema, como a realização de campanhas e até a cobrança de providências das entidades médicas. A próxima promete ser uma alternativa definitiva e, não só preservar o farmacêutico como responsável técnico pela farmácia, como garantir a segurança do paciente: o conselho vai regulamentar a dispensação por meio do receituário eletrônico. 

Convencido que o uso do receituário eletrônico será uma realidade em breve, Walter Jorge João diz que o CFF está atento e entende que o mercado de prescrição brasileiro precisa de normatização padronizada para a dispensação. “A integração digital entre a prescrição e a dispensação confere segurança e credibilidade ao processo, desde a consulta médica, passando pela prescrição até a entrega do medicamento ao paciente. É o empoderamento do farmacêutico, responsável legal pela dispensação”, comenta o presidente do CFF. Na opinião de Walter Jorge João, a dispensação precisa estar vinculada à certificação digital, a chancela do responsável técnico no ambiente digital.

Para elaboração da resolução, o conselho deve começar seus estudos a partir da experiência de implantação de uma plataforma que já está sendo testada pelo Ministério da Saúde em Votuporanga (SP). Desenvolvida pela empresa NextCorp, a ferramenta, que é inédita no país, vai integrar o receituário médico e a dispensação farmacêutica, conectando-se, ainda, ao paciente. Este terá acesso à prescrição e às orientações farmacêuticas por meio de um aplicativo. O farmacêutico poderá acessar a prescrição na farmácia usando login e senha. Nesse sitema, a assinatura digital, que é regulamentada pelo ICP Brasil, já está sendo utililizada.

O diretor secretário-geral do CFF, Erlandson Uchôa, coordena a equipe da área técnica do conselho que se encarregará de trabalhar na resolução. “O uso do receituário eletrônico, especialmente por meio de ferramentas como a que está sendo testada em Votuporanga, coloca o farmacêutico em sintonia com o que há de mais moderno no mundo em tecnologia. O recurso favorece a qualidade da dispensação, evitando fraudes, dupla dispensação, rasuras e erros, desburocratizando o trabalho do profissional, que pode e deve se dedicar ao seu papel principal, que é o cuidado ao paciente”, destaca Erlandson Uchôa.

Em Votuporanga, 100% das farmácias já rodam o Sistema Brasileiro de Farmácia, batizado com a sigla API Sibrafar. Usando a plataforma, os farmacêuticos têm controle total da dispensação, pois são eles que concedem e escalonam a permissão de seus auxiliares para o acesso ao sistema.

O processo ainda oferece a vantagem da rastreabilidade da prescrição e da dispensação, o que estimula um maior cuidado com a segurança do paciente por parte dos profissionais da saúde envolvidos no atendimento, reduzindo o risco de hospitalização e, por consequência, todo o aumento de gastos que isso provoca na rede da saúde. Esse é um grande ganho. Pesquisa recente realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estima que os danos relacionados ao uso de medicamentos atingem R$ 60 bilhões por ano para o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Fonte: CFF

 

 

 

Em reconhecimento aos relevantes trabalhos prestados e a importância deste profissional na promoção da saúde pública de qualidade, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – Sinfarmig parabeniza toda a categoria neste 20 de janeiro, Dia do Farmacêutico. 
A entidade sindical exalta o valor das diversas atividades exercidas pelos profissionais que contribuem cotidianamente para tornar a vida dos cidadãos mais saudável e mais digna. 
Parabéns a todos que estão à frente das pesquisas científicas, que abraçaram a docência, que optaram pela atuação nos hospitais, que atuam nos laboratórios, na indústria, na dispensação de medicamentos, nas farmácias e drogarias, que desenvolvem o trabalho nas transportadoras ou encontraram realização nos mais diversos segmentos desta respeitada profissão. Que todos estejam cada vez mais unidos em defesa da saúde! 
 
Fonte:  Sinfarmig
 
Publicado em 20/01/19
 

 

 

 

 

 

Considerada umas das enfermidades mais antigas da humanidade, a hanseníase ainda hoje representa um problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o segundo do mundo em número de casos novos, superado apenas pela Índia. Em 2017, foram registrados cerca de 26 mil casos.

A doença infectocontagiosa se manifesta por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É transmitida pelas vias aéreas superiores – pela tosse ou espirros – a partir do contato próximo e prolongado com o paciente infectado. Embora o tratamento esteja disponível no sistema público , uma das principais dificuldades é a falta de adesão ao tratamento. É o que salienta o farmacêutico Carlos Augusto Sousa, do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal/Laboratório de Micobactérias (LACEN-DF). “A hanseníase está associada à resposta imunológica do paciente, independe de classe social. A hanseníase voltou a recrudescer pela queda na busca ativa de casos e pelo abandono do tratamento de alguns pacientes. O abandono é preocupante, pois, além de não curar o paciente não quebra a cadeia de transmissão da hanseníase, pode induzir a resistência do bacilo.”

Carlos Augusto trabalha na supervisão, diagnóstico e controle da hanseníase. O farmacêutico chama a atenção para os sinais e sintomas da doença, como manchas esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas, bem como perda de sensibilidade de extremidades, áreas com diminuição de pelos e suor. Ao verificar esse quadro é importante buscar o diagnóstico e o tratamento o quanto antes. “O diagnóstico é clínico com exame dermatoneurológico e, também exame baciloscópico do raspado intradérmico feito ao microscópio. Hanseníase tem cura. O tratamento é feito, assim como o diagnóstico, pelo SUS de maneira gratuita através da PQT (poliquimioterapia) preconizada pela OMS, conforme a classificação que recebe em paucibacilar ou multibacilar, levando de 6 a 12 meses de tratamento, podendo ser prolongado dependendo resposta do paciente.”

Janeiro é o mês da campanha nacional Janeiro Roxo pela luta contra a hanseníase. O objetivo é informar e oferecer o tratamento correto para a doença.

 

Fonte: CFF

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