A Semana Mundial de Uso Consciente de Antibióticos ocorre todos os anos no mês de novembro e tem como objetivo chamar a atenção para o problema da resistência aos antibióticos, que é quando bactérias se tornam resistentes aos medicamentos disponíveis, e aumentar a conscientização sobre a importância do uso responsável de antibióticos.

Os antibióticos são medicamentos utilizados para eliminar as bactérias e tratar doenças provocadas elas, mas as bactérias têm mecanismos para se defenderem quando são expostas repetidas vezes e por longos períodos aos antibióticos. A resistência aos antibióticos é uma defesa natural das bactérias e pode ser transferida para outras bactérias no meio-ambiente e para as gerações seguintes, com alta capacidade de disseminação. Apesar de ocorrer naturalmente, o problema tem se agravado a partir do uso inadequado de antibióticos tanto na saúde humana quanto dos animais. Por isso, está cada vez mais difícil tratar um crescente número de infecções e a resistência aos antimicrobianos é considerada uma das maiores preocupações globais em saúde pública.

O enfrentamento ao problema requer a participação de toda a sociedade! Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde promove a Semana Mundial de Uso Consciente de Antibióticos, que esse ano ocorre de 12 a 18 de novembro de 2018 com o tema “A mudança não pode esperar. Nosso tempo com antibióticos está se esgotando”. Então, antes de tomar antibióticos é importante que as pessoas busquem orientação. O uso responsável de antibióticos ajudará a reduzir a ameaça de resistência aos antibióticos.

  Acesse a página da Organização Mundial de Saúde sobre a semana.

 Conheça o Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos e seu painel síntese.

 Saiba mais sobre o Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos.

 O que outros países estão preparando para a Semana? Clique aqui e veja alguns exemplos.

 

 

Fonte: Anvisa

 

 

A leve recuperação da economia em 2017 não impediu o crescimento da precarização no mercado de trabalho brasileiro. Número dos sem carteira, trabalhadores por conta própria e PJs é o que mais cresce

 

 

Entre 2012 e 2017, o Brasil registrou queda no número de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada - com direitos garantidos - e aumento no número daqueles que tiveram de recorrer a trabalhos por conta própria ou empregos sem registro em carteira – sem direitos - para fugir do desemprego que vem batendo recordes nos últimos anos.

 

Apesar do total de pessoas ocupadas no Brasil ter aumentado de 89,668 mil para 91,449 mil, entre 2012 e 2017, nem a leve recuperação da economia no ano passado contribuiu para impedir a precarização do mercado de trabalho: o total de trabalhadores com carteira assinada registrou queda de 1.126 mil pessoas em 2017, ou 36,3% de todos que estavam ocupados no país.

 

Já o total de trabalhadores que não conseguiram uma recolocação e decidiram trabalhar por conta própria aumentou 25,3% (600 mil pessoas) e os sem carteira assinada 12,2% (600 mil pessoas). Os trabalhadores domésticos (6,8%), os empregados no setor público (12,4%), os empregadores (4,6%) e os trabalhadores familiares auxiliares (2,5%) não tiveram alterações importantes em suas participações na composição da ocupação.

 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2017, divulgada nesta quinta-feira (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

De acordo com o IBGE, o pico de pessoas ocupadas foi registrado em 2015, com 92,626 mil de trabalhadores empregados; em 2016, caiu 1,5% (1.435 mil) e totalizou 91.191 mil, porém com menos empregos formais. A queda da ocupação na época foi mais intensa na indústria geral, que registrou perda de 1.308 mil pessoas ocupadas, mas também teve queda nos grupos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (436 mil pessoas) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (332 mil pessoas).

 

Pejotização

O número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, portanto, atuando como pessoas jurídicas, ou PJs, aumentou de 14,9% para 18,9% entre 2012 e 2016. Em 2017 caiu para 18,5%. 

Em 2017, havia 27.338 mil brasileiros ocupados como empregadores ou trabalhadores por conta própria no trabalho principal. Em relação a 2016, esse contingente teve crescimento de 2,2% (576 mil pessoas), variação maior, portanto, que a de 0,3% (259 mil pessoas) ocorrida na população ocupada total do País.

 

Todas as Regiões do país registraram crescimento dessa população em 2017, com exceção do Nordeste, que teve queda de 3,5%.

Na comparação com 2012, a expansão dos empregadores ou trabalhadores por conta própria no País foi de 13,7%.

 

Cooperativa de trabalho e produção

 

Do total de ocupados como empregadores ou trabalhadores por conta própria, 5,8% (1 589 mil pessoas) eram associados a cooperativa de trabalho ou produção em 2017. Essa estimativa ficou praticamente estável em relação a 2016, quando atingiu 5,9% (1 568 mil pessoas). A maior estimativa desse indicador (6,4%) ocorreu em 2012. A Região Sul teve o maior percentual em todo o período, seguida pela Região Norte. Em 2017, a Região Centro-Oeste (4,9%) apresentou a maior redução.

 

Quando investigado por sexo, o percentual de associados à cooperativa de trabalho ou produção era maior entre homens (6,7%) do que entre mulheres (4,1%). O ano de 2016 apresentou a menor diferença entre as duas populações de cooperados: 6,4% e 4,7%, respectivamente, dos homens e mulheres.

 

 

Escrito por: Marize Muniz

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA AGÊNCIA BRASIL

 

Fonte: CUT

 

Monumentos são iluminados em apoio à campanha Novembro Azul para chamar a atenção dos homens sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata Valter Campanato/Agência Brasil

 

O câncer de próstata é o foco de mais uma edição da campanha Novembro Azul, organizada pela Sociedade Brasileira de Urologia. O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. Somente entre 2016 e 2017, 61,2 mil novos casos foram estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Com o intuito de estimular a população masculina a superar a vergonha em relação ao assunto e cuidar da saúde, a campanha realiza diversas ações ao longo do mês. Em São Paulo, a programação, que começa na segunda-feira (5) e vai até dia 23, inclui mutirões para esclarecer dúvidas, uma caminhada e palestras. Em Brasília, será realizado na Câmara dos Deputados o X Fórum de Saúde do Homem, no dia 21. Por ocasião da campanha, como em anos anteriores, o Congresso Nacional e o Cristo Redentor serão iluminados de azul.

Os aspectos culturais, como o machismo, têm impacto no diagnóstico e controle da doença, muitas vezes associada com a perda da virilidade. Como consequência, há o isolamento e a baixa autoestima do paciente que, não raro, tem dificuldade para buscar ajuda e médica e durante o tratamento precisa se afastar das atividades laborais.

“A gente não consegue conversar porque as pessoas mudam de assunto rapidinho. De cara, a pessoa quer saber da vida sexual, não quer saber se você passa mal, se desmaia. Você fica meio invisível. Meu irmão mesmo disse: ‘Você é um câncer mais ou menos’, porque imagina-se que você tem que fazer aquela cara de dor, ou então, não considera que você tem câncer”, desabafa o assistente administrativo Liomardes Lino, que já passou por uma cirurgia para tratar a doença teve uma recidiva no ano passado, que o levou à radioterapia.

De acordo com dados do Inca, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos. Considerado novo para desenvolver a doença, Lino foi diagnosticado com o câncer de próstata aos 48 anos, em 2014. Foi por insistência de sua esposa que fez o exame chamado Antígeno Prostático Específico (PSD), que acusava um alto grau de anormalidade dos níveis esperados da proteína produzida pela próstata.

Exames de toque

Para o urologista Mário Fernandes Chammas Jr, a cultura machista da América Latina é um fator que atrapalha a detecção e, portanto, o tratamento da doença. Ele assegura que o exame de toque retal é simples e rápido, com duração de 5 a 10 segundos, e defende as consultas regulares ao médico. “Muitas vezes, o paciente acaba falando: ‘Era só isso?’. E perde o medo inicial.”

Além do tabu em relação ao exame, outro aspecto relevante é o fato de que a maioria de casos é assintomática. “É diferente de outros tipos de câncer, em que aparece algo no seu corpo, algo que provoca medo e te faz ir ao médico. Em larga maioria, só há sintoma quando já está muito avançado. Cabe ao médico procurar antes que chegue a esse ponto”, afirma.

Rede de apoio

Liomardes Lino participa atualmente de um grupo de homens que passaram ou passam pelo tratamento e trocam experiências por meio do aplicativo Whatsapp. Desse encontro, surgiu também a página Eu tive câncer de próstata, no Facebook, criada pelo representante de medicamentos Fernando César de Toledo Maia. Também diagnosticado com câncer de próstata, ele conta que se sentia isolado e lamentava não encontrar um canal de troca de experiências. "Senti necessidade de fazer porque não tive onde me apoiar, eu não conhecia histórias. A única história que ouvia era: 'você vai ficar impotente, incontinente’”, conta Maia.

Na opinião dele, o governo deveria realizar campanhas de impacto, como as que conseguiram reduzir o número de fumantes no país, para chamar atenção para a importância e a gravidade do tema. “A campanha deve comunicar a possibilidade de metástase [quando o câncer se espalha por outros órgãos]”, opina.

Ele relata que, mesmo no grupo, a preocupação principal dos integrantes é quanto aos possíveis efeitos colaterais do tratamento e que nenhum deles faz acompanhamento psicológico, embora muitos estejam enfrentando problemas com a família e depressão. “Eles não acreditam que a psicoterapia traria um retorno a esses problemas [sexuais]. Conheço um médico que havia casado com uma pessoa mais nova e que não quis se tratar porque achou que ia perder a virilidade”, diz.

Mário Fernandes Chammas Jr. esclarece que não é o câncer que leva a uma possível impotência sexual, mas sim o tratamento. “Nos tratamentos mais comuns no Brasil, a radioterapia e a cirurgia, quando você ataca a próstata, machuca os tecidos em volta dela, incluindo o nervo responsável pela ereção.”

Ele acrescenta que boa parte dos pacientes recupera a função, havendo a opção de aplicar medicamentos diretamente no pênis e, em último caso, utilizar uma prótese peniana. Em todos os casos, o urologista é o profissional médico qualificado para prescrever o método mais indicado.

Sintomas e prevenção

O médico explica também que o tipo mais comum de câncer de próstata é o adenocarcinoma. Na fase inicial da doença, são comumente identificados sangue na urina, dificuldade em urinar, diminuição do jato de urina e aumento da frequência ao banheiro.

Para investigar o câncer de próstata são feitos dois exames: o de toque retal, que avalia o tamanho, a forma e a textura da próstata, e o Antígeno Prostático Específico (PSD). Para confirmar uma suspeita sinalizada pelos dois testes, é feita uma biópsia, que consiste em analisar pequenos pedaços da glândula. A função da próstata é a produção de um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozóides.

Homens cujo pai ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos têm maior chance de também desenvolvê-lo. Outros fatores de risco são sobrepeso e tabagismo. Praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável são formas de prevenir a doença.

Quando se manifesta da forma menos agressiva dos três níveis existentes, o paciente deve frequentar o médico a cada três meses e seguir uma rotina de exames laboratoriais, protocolo estabelecido por especialistas há cerca de dez anos.

Direitos do paciente com câncer

Os pacientes com câncer têm direito a receber auxílio-doença – se for afastado do trabalho por mais de 15 dias – e o saque do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). Quem é atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pode solicitar ainda o benefício chamado Tratamento Fora de Domicílio (TFD), valor que cobre despesas como transporte aéreo, terrestre e fluvial, diárias para alimentação e pernoite. No caso do TFD, a liberação depende da disponibilidade orçamentária do município ou estado. Alguns estados, como o Rio de Janeiro, asseguram ainda a gratuidade de ônibus intermunicipais, trem, metrô e barca. A lista dos completa dos direitos do paciente está disponível no site do Inca.

 

Publicado em 01/11/2017 - 17:18

Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil  Brasília

 

 

Fonte: Agência Brasil

 

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), com apoio da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), constatou que o extrato da casca da jabuticaba,  uma fruta nativa da Mata Atlântica, foi capaz de combater o pré-diabetes e o aumento do acúmulo de gordura no fígado em camundongos envelhecidos.

 

Esses animais foram escolhidos porque o envelhecimento está diretamente associado à redução da capacidade metabólica e alterações do metabolismo hepático, glicídico e lipídico.

 

Durante o envelhecimento há uma deficiência de controle do nível de glicose no sangue, um aumento da deposição de triglicerídeos no fígado e desequilíbrio hormonal.

 

Além disso, é comum os idosos apresentarem dislipidemia (aumento de gordura no sangue), hiperinsulinemia (aumento de insulina no sangue), diabetes e doenças cardiovasculares.

 

Para elevar os danos do envelhecimento, os camundongos foram alimentados com ração rica em gordura para promover ganho de peso, aumentar a gordura no fígado, estimular o aumento de gordura no sangue e aumentar os níveis de glicose.

 

A dieta possuía cinco vezes mais gordura do que uma dieta normal.

 

“Observamos que a ingestão do extrato da casca da jabuticaba por camundongos envelhecidos, submetidos a uma dieta com alto teor de gordura, também causou a diminuição no ganho de peso, do aumento de gordura no sangue e do excesso de glicose no sangue e melhorou o HDL [colesterol bom] dos animais, entre outros benefícios”, disse a  coordenadora do projeto, Valéria Helena Alves Cagnon Quitete, professora do IB-Unicamp.

 

Os estudos analisaram ainda qual a quantidade adequada para consumo, já que a dieta oferecida aos camundongos possuía cinco vezes mais lipídeos do que uma dieta normal.

 

Outras pesquisas já indicavam que, se os animais consumissem essa dieta por 60 dias, seria suficiente para desenvolverem pré-diabetes e alterações hepáticas.

 

As análises mostraram que a dieta impediu o ganho de peso e o processo inflamatório e favoreceu uma melhoria na morfologia do fígado.

 

Agora, os pesquisadores estudam o uso do extrato da casa de jabuticaba no atraso da progressão do câncer de próstata em camundongos transgênicos. Os resultados preliminares mostraram diminuição das lesões.

 

“Percebemos uma melhora substancial na morfologia da próstata dos camundongos, além da diminuição do estresse oxidativo e da inflamação. A diminuição da inflamação e o equilíbrio do estresse oxidativo levou a uma melhora tecidual e molecular da próstata dos animais”, afirmou Quitete.

 

Extrato da casca da jabuticaba

 

O extrato da casca da jabuticaba foi desenvolvido em uma parceria entre pesquisadores do IB e da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp.

 

Por meio da parceria, os pesquisadores conseguiram produzir um extrato da casca da fruta que pode ser administrado de forma controlada e com grande concentração de compostos bioativos (substâncias que ocorrem naturalmente em alimentos e que interferem positivamente no metabolismo, mas que não são nutricionalmente necessárias). 

 

As análises químicas do extrato de casca de jabuticaba demostraram que o composto possui um alto teor de compostos fenólicos, como as antocianinas, presentes também no vinho tinto, com efeitos positivos no metabolismo orgânico. O extrato resultou no depósito de uma patente, que está em processo de licenciamento por uma empresa brasileira.

 

 

Publicado em 07/11/2018 - 07:52

Por Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil  São Paulo

 

 Fonte: Agência Brasil

 

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