Humilhação e discriminação sustentam essa prática perversa


A imagem de um fantasma ilustra a maioria das campanhas contra a prática do Assédio Moral, personificando uma ameaça invisível, porém real no ambiente de trabalho.Para discutir o tema, a Secretaria Municipal de Betim realizou nessa semana o seminário “Assédio Moral: conhecer, prevenir, combater”, com o objetivo de reduzir conflitos, preconceitos, discriminações e produzir mudanças na cultura institucional.O SINFARMIG foi um dos apoiadores do evento sendo representado pelos diretores Luciana Silami Carvalho, Waltovânio Cordeiro de Vasconcelos e Rilke Novato Públio, mediador do debate entre os palestrantes e o público.


A médica do trabalho e professora da Universidade de São Paulo (USP), a Drª Margarida Barreto, traça um perfil das mudanças organizacionais no mundo do trabalho nas últimas décadas, passando pelo desenvolvimento das novas tecnologias, a flexibilização de trabalhador para “colaborador” e o aumento das terceirizações e quarteirizações (nas administrações públicas). Para Barreto a piora nas condições de trabalho desencadeia fatores psico-sociais irreparáveis nos trabalhadores, já que grande parte de suas vidas se passa dentro das empresas. “O ambiente de trabalho está deixando os trabalhadores doentes, essa deteriorização tem dizimado muitas vidas e o assédio moral tem sido o grande responsável por essa situação”.


A prática do Assédio Moral é visto como um problema de saúde pública e um dos novos riscos no mundo do trabalho - devido ao alto índice de suicídios - uma preocupação presente em todas as áreas e que mobiliza gestores de empresas públicas e privadas.


Como acontece o assédio moral


A prática é reconhecida por diversos órgãos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) que a define como “o uso deliberado de força e poder contra uma pessoa, grupo ou comunidade que causa danos físicos, mentais e morais através de poder ou força psicológica gerando uma atitude discriminatória e humilhante”.Em sua maioria, impera em um ambiente de excessiva competetividade, sustentados por relações hierárquicas assimétricas e desiguais, que gera rivalidade entre os funcionários. “O assédio ocorre independente do sexo, idade, cor e cargo. Qualquer pessoa pode ser vitimizada”, afirma a médica da USP.
 

 Diretores do SINFARMIG


Ainda segundo Barreto, em 2005 houve um pico de aumento nos casos de Assédio Moral entre colegas de trabalho e descumprimento deliberado das Consolidações das Leis do Trabalho (CLT), com o intuito de desmotivar e prejudicar, uma intenção clara de eliminar a concorrência e fazer com que a pessoa desista de seu emprego.“Ninguém tem o direito de humilhar o outro indiferente das relações hierárquicas e quem participa ou tem conhecimento e se cala por medo de retaliações está sendo cúmplice dessa violência”, salienta.


Assédio Moral no Serviço Público


No serviço público a situação tende a ser pior, devido às mudanças constantes de governo e nas administrações de cada setor da instituição, uma dificuldade enfrentada em todas as esferas do poder público.De acordo com dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS-CUT), existem cerca de 20 tipos de vínculos trabalhistas no Brasil, todos convivendo no mesmo ambiente, sendo que alguns se acham melhores e com mais direitos do que os outros.Um campo de batalha, difícil e complexo para atuar, com poucas leis contra a prática do Assédio Moral e as que existem são parcamente cumpridas, além de as administrações públicas mostrarem se resistentes em tocar no assuntoi, tão praticado nas esferas do poder público.
 

 Público lota auditório da SMS-Betim


Os estatutos dos servidores federais, estaduais e municipais não proíbem o assédio moral, nem o citam e o sindicato de categoria que reage contra essa ilegalidade, muitas vezes, é vitima de retaliações.Assim, o consenso é geral: “No Brasil ainda não existe uma normatização específica para coibir o assédio moral no ambiente de trabalho”.

Suicídio: Além das doenças psíquicas, como a depressão, o trabalhador vítima do assédio desencadeia uma série de outros males. A morte por suicídio, causado pelo agravamento do quadro depressivo é o pior deles. “Sem reconhecimento, a pessoa não suporta a violência no local de trabalho e tomas medidas extremas”, lamenta a médica.

Karoshi: Karoshi é um termo originário do Japão, país com altos índices de suicido por pressões no trabalho e ascensão social. As palavras karo = excesso de trabalho e shi = morte, literalmente significam “morte súbita no trabalho”, causado por exaustão física. Atinge desde um alto executivo ao trabalhador braçal.

Mudança da cultura organizacional


A Drª Barreto alerta que as organizações devem priorizar projetos para coibir essa prática desumana e até algumas mudanças na cultura organizacional, como a participação dos empregados tomada de decisões da empresa, atividades externas para fortalecer as equipes, diálogos abertos, incentivar as denúncias de casos, ações educativas e estimular o respeito entre os colegas.“O trabalho é uma extensão de nossas vidas e também o local onde encontramos doenças e em casos mais graves a morte, devido a pressão e opressão. Temos que ter um ambiente sadio e em paz para laborar”.Ela ainda salienta que a pior punição para o agressor é admitir o erro e pedir desculpas, servindo como atenuante, mas não é o suficiente para reparar o dano causado.

Brasil

Dados da Previdência Social mostram que os transtornos mentais aumentaram assustadoramente nos laudos médicos entre os anos de 2000–2002 e a Depressão é o mal que mais prevaleceu nos afastamentos por stress laboral, sendo a terceira patologia originária do trabalho que mais afeta as pessoas atualmente.

 Exemplos de Assédio Moral nas empresas

- Revista íntima;
- Situações degradantes (revista de seus pertences ou exposição de partes de seu corpo);
- Brincadeiras ofensivas;
- Detector de mentiras;
- Exames de HIV/AIDS e Beta HCG (gravidez)
- Rebaixamento profissional;
- Isolamento profissional;
- Inclusão de nome em “Lista negra”
- Despedida abusiva;
- Violação da intimidade;
- Câmeras em vestuários;
- Abuso de direitos;
- Restrição de uso de banheiro;
- Estratégias maçantes de vendas


Mais sobre Assédio Moral: www.assediomoral.org.br

Núcleo de Relações do Trabalho do Ministério da Saúde
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
(61) 3315-3632 | 3315-3964
Ouvidoria do SUS: (61) 3306-760

Dicas de leitura

Eu... vítima de assédio moral, de Rosângela Morais Antunes
A outra face do poder, de Amália Sina


20 de Janeiro - Dia do Farmacêutico

 

Para comemorarmos o dia 20 de janeiro – DIA DO FARMACÊUTICO - o SINFARMIG, juntamente com a Associação Mineira de Farmacêuticos (AMF), Associação Mineira de Farmacêuticos Homeopatas (AMFH), a Associação dos farmacêuticos Magistrais (Anfarmag/MG), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC/MG e o CRF/MG, com patrocínio do Sincofarma e Sindusfarq, convidam a todos os farmacêuticos para um jantar comemorativo.
 
A COMEMORAÇÃO
 
O jantar dançante, no dia 19 de janeiro, sábado, a partir das 20h, no restaurante Rancho Fundo (Avenida Professor Mário Werneck, 1160, Buritis, Belo Horizonte, Minas Gerais), será realizado no sistema de co-participação (o jantar será oferecido pelas entidades e as despesas com bebidas ficam a cargo de cada farmacêutico). Os acompanhantes pagam R$ 26,00 pelo jantar, mais as bebidas.
 
COMO PARTICIPAR

Para participar da comemoração, o farmacêutico deve retirar seu convite pessoalmente na sede do SINFARMIG (Rua Guajajaras, n° 176, Loja 178, Centro, Belo Horizonte) a partir do dia 14 de janeiro, segunda-feira. Os convites são limitados.


SINFARMIG convida profissionais de MG para participarem

Com o intuito de promover ampla divulgação da Rede Farmácia de Minas e seus mecanismos de adesão, a Superintendência de Assistência Farmacêutica (SAF) irá realizar uma vídeo-conferência sobre a Rede Farmácia de Minas:
 
Data: 14 de março/08 (sexta-feira),
Horário: das 13:00 às 16:00 horas
Local: Gerências Regionais de Saúde e Secretaria Estadual de Saúde (veja endereço da mais próxima para você no link abaixo)
 
Em 2008 a Secretaria de Estado da Saúde/MG inaugura uma nova fase do Programa Farmácia de Minas.
 
Agora, reconhecido como Plano Estadual de Estruturação da Rede de Assistência Farmacêutica, consiste na definição de um modelo de assistência farmacêutica no SUS, onde a farmácia é reconhecida como estabelecimento de saúde e referência de serviços farmacêuticos para a população adscrita.
 
Para definição desse modelo, em 2008 a Rede de Farmácia de Minas selecionará até 56 municípios de até 10.000 habitantes que receberão do Tesouro Estadual um incentivo de até R$ 90 mil para construção da Farmácia e aquisição de equipamentos, R$ 1.200,00 em 13 parcelas mensais para contratação do profissional farmacêutico e o Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica (SiGAF).
 
O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais - SINFARMIG convida e conclama a todos os farmacêuticos a participarem da vídeo-conferência, lembrando que estamos em um grande momento para nossa profissão, pois, somente este ano de 2008, 56 novos postos de trabalhos na rede pública irão surgir sendo que até 2010 quase todos os municípios de Minas poderão contar com um profissional farmacêutico na rede pública.
 
O SINFARMIG contribuiu com a elaboração dessa Resolução (REDE DE FARMÁCIA DE MINAS), conseguindo importantes vitórias. No artigo 7º consta que o valor de R$ 1.200,00 é a “complementação salarial do farmacêutico” e logo abaixo há uma recomendação do valor do salário ser o piso salarial proposto pelo Sindicato (R$ 2.093,15 para 40 horas de trabalho).
 
Deliberação CIB nº 416 – Rede de Farmácia de Minas:

http://www.saude.mg.gov.br/atos_normativos/deliberacoes/2008/Anexo%20Unico%20da%20Del%20416%20Assist%20%20Farmaceutica.pdf
 
Veja GRS mais próxima de você:
 
http://www.saude.mg.gov.br/institucional/grs


Homenagem do SINFARMIG a todas as mulheres

O QUE É SER MULHER?


Atualmente, essa pergunta pode parecer piegas, feminista ou qualquer outro adjetivo semelhante, especialmente considerando a data criada para homenageá-las, dia 8 de março. Realmente pode parecer presunção excessiva ter um dia especial para elas, só por serem mulheres. Mas afinal, o que significa pertencer a essa classe?

A luta feminina ao longo da história deixou suas marcas, alcançou conquistas notáveis e fez com que as mulheres fossem vistas não apenas como as “rainhas de seus lares”, criadas para servir, e sim como seres essenciais para a sociedade. Já as particularidades do universo feminino talvez nunca sejam realmente compreendidas.

Suas necessidades, anseios, dúvidas e medos costumam ser mistérios até para elas mesmas. Ter uma carreira, casa, filhos, jornadas duplas, triplas de trabalho, e ainda assim conseguir conciliar tudo com um toque especial de carinho e muita dedicação.

Responder a essa pergunta – O que é ser mulher? É realmente a suprema presunção, é restringir, é decepcionar já na primeira palavra. O que é ser mulher? Não da pra responder em uma frase ou em um conjunto delas. A única forma de resposta vem da sua própria presença e existência.

O dia 8 de março é um marco para todas essas conquistas e uma justa homenagem.

O SINFARMIG parabeniza as colegas farmacêuticas e a todas as mulheres, desejando ainda mais vitórias ao longo do caminho.

Abraços
Diretoria do SINFARMIG

Mais Artigos...