Em nome do lucro, governo e setor econômico colocam em risco a saúde da população e atacam direitos dos profissionais farmacêuticos. A Medida Provisória 881/2019 e o PL 3589/2019 acabam com a obrigatoriedade do farmacêutico nas farmácias e permitem a venda de medicamentos em supermercados e outros estabelecimentos comerciais.

Foram anos de luta envolvendo amplos setores para garantir que a Assistência Farmacêutica se constituísse como política pública integrada ao Sistema Único de Saúde. O acesso aos medicamentos, seu uso racional, orientado por profissional farmacêutico, as notificações de reações adversas e toda a cadeia de cuidado que envolve o tratamento de saúde é tarefa que exige a participação de profissional qualificado, neste caso o farmacêutico.

É a partir desta perspectiva que por anos a Federação Nacional dos Farmacêuticos lutou para que o Estado brasileiro classificasse as farmácias como estabelecimentos de saúde, nos quais a presença do farmacêutico é obrigatória em todo o horário de funcionamento.

Por compreender que o medicamento não é uma mercadoria, mas um insumo de saúde, cujo uso precisa ser orientado e acompanhamento, que a Fenafar luta para impedir que os interesses comerciais prevaleçam sobre o direito à saúde. Neste sentido, medicamento não pode ser vendido em qualquer “comércio”.  Da mesma maneira que um remédio pode curar e salvar vidas, ele pode causar doenças, intoxicações e até levar a morte. Por isso, há uma campanha histórica contra a auto-medicação, por isso a propaganda de medicamentos tem que ser tratada de forma diferenciada da propaganda de demais produtos, e por isso o medicamento não pode ser vendido em qualquer lugar.

O presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, lamenta: "Infelizmente, o governo Bolsonaro — que não tem nenhum compromisso com o direito à Saúde, mas está subordinado aos desejos da indústria e do mercado — promove a mais recente ofensiva contra a profissão farmacêutica e contra o uso racional dos medicamentos".

São duas as medidas que colocam em risco o exercício da profissão e o direito do usuário ter orientação correta sobre o uso do medicamentos.

A primeira é a Medida Provisória 881/2019, editada em abril por Jair Bolsonaro e que foi chamada da “MP da Liberdade Econômica”. Dentre os muitos dispositivos que desregulamentam a atividade econômica sob o argumento da “desburocratização”, alterando artigos do Código de Defesa do Consumidor e outras legislações que protegem a sociedade dos abusos do poder econômico.

A Medida Provisória encontra-se em tramitação no Congresso Nacional. O relator da matéria, deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), incluiu outros itens no seu relatório de projeto de conversão da MP em lei. A proposta passa a ter 81 artigos, incluindo o que se costuma chamar no jargão político da Câmara vários jabutis, ou seja, inclui no seu relatório temas diversos, muitos que não têm relação com o escopo original da MP. Um desses jabutis é a inclusão de dispositivo que altera a lei 13.021/2014, acabando com a presença obrigatório de farmacêuticos em farmácias e drogarias. Inclui, também, a permissão de venda de medicamentos sem prescrição médica em supermercados. 

A liberação da venda dos MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição) em qualquer tipo de estabelecimento comercial também é o objeto do Projeto de Lei 3589/2019, de autoria do senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ). Em março de 2019, um projeto similar foi arquivado, o PL 9482/2018, do deputado Ronaldo Martins (PRB/CE). Mas então surgiu o PL 1774/2019, do deputado Glaustin Fokus (PSC/GO), que neste momento está tramitando na Câmara e traz a mesma proposta.

"Essas propostas são gravíssimas porque colocam em risco à saúde da população. O fato de um medicamento ser isento de prescrição não significa que ele não pode causar danos à saúde. Pelo contrário, em determinadas situações, podem inclusive levar ao óbito”, diz o presidente da Fenafar. 

Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) mostram que os medicamentos são os vice-campeões nos casos de intoxicação no Brasil, ficando atrás apenas de picadas de escorpiões. Dados de 2017 apontam que 25,18% do total de casos de intoxicação notificados tiveram como agente medicamentos. Veja a tabela abaixo.

 

A farmacêutica e ex-Senadora da República pelo Amazonas, Vanessa Grazziotin alerta para a gravidade destas propostas que estão na contramão do que ocorre em países da Europa, por exemplo.

 "Essas propostas vão na contramão do que acontece no mundo e sobretudo na Europa. E são esses países os principais vendedores de medicamentos para o Brasil. A compra de medicamentos ocupa a os primeiros lugares na importação brasileira. Enquanto lá, medicamento só em farmácia com prescrição médica, aqui eles querem liberar o mercado. E eles fazem isso porque querem ajudar a saúde pública? Claro que não! Fazem porque querem ajudar a indústria de medicamentos internacional, gerando um grave problema de saúde pública”, diz Vanessa.

 Para a ex-senadora, o Brasil vinha evoluindo em algumas conquistas. “Conquistamos a lei 13.021/2014, eu mesma era autora de projetos para que as unidades básicas de saúde tivessem a obrigatoriedade da presença do farmacêutico. Conquistamos a necessidade de receita médica para a compra de antibióticos. A obrigatoriedade da prescrição dos antibióticos ajudou muito. O uso errado e contínuo dos antibióticos podem gerar bactérias resistentes aos tratamentos, o que prejudica a saúde do paciente, mas de toda a sociedade. Não à toa, temos visto o aparecimento de superbactérias”.

 Vanessa Grazziotin considera que "as propostas que nascem desse governo são muito graves. "Brasil acima de tudo, não existe. O que eles estão tentando fazer é entregar, de forma criminosa, para a indústria farmacêutica americana e europeia o mercado brasileiro, que é um dos maiores do mundo".

 

Fonte: https://www.fenafar.org.br/2016-01-26-09-32-20/saude/2521-governo-ataca-direitos-dos-farmac%C3%AAuticos-e-coloca-sociedade-em-risco 

 

 

A Hipolabor, maior indústria farmacêutica de Minas Gerais, está com sete vagas de emprego direcionadas a profissionais de níveis médio e superior para atuação na fábrica da empresa localizada em Montes Claros (MG). Há oportunidades para técnico em eletromecânica e para profissionais graduados em farmácia, farmácia industrial, bioquímica, biologia, química, química industrial, logística e engenharias mecânica, elétrica, de produção e de automação. Os interessados em concorrer às vagas devem enviar o currículo, com o nome da oportunidade no assunto, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Todas os contratados atuarão na fábrica de medicamentos em Montes Claros, das 7h às 17h, de segunda a quinta-feira, e, das 7h às 16h, nas sextas-feiras. Entre os benefícios estão alimentação na empresa, vale-transporte, cesta básica e participação nos resultados. Também são oferecidos a todos os colaboradores convênios médico, odontológico e farmacêutico.

Candidatos com Ensino Médio completo e com curso técnico em eletromecânica podem concorrer à vaga para atuação na área. Além do certificado de conclusão do curso, são exigidos conhecimentos básicos em informática e em inglês e experiência em rotinas de manutenção.

Já os profissionais graduados em farmácia podem concorrer ao cargo de coordenação de validação. Os candidatos devem ter conhecimentos intermediários da língua inglesa e de informática, além de experiência em gestão de pessoas e em rotinas de validação.

Farmacêuticos de formação também podem se candidatar à vaga de coordenador de injetáveis. Entre as exigências para o cargo está o conhecimento intermediário de informática, de língua inglesa ou espanhola e de estatística. Também é necessário experiência em gestão de pessoas e no uso de ferramentas de qualidade.

Candidatos com formação em farmácia industrial, bioquímica ou biologia e especialização em microbiologia industrial podem concorrer à vaga de coordenador de controle microbiológico. Nesse cargo, também são requisitados conhecimentos das ferramentas de qualidade (GUT, MASP, FEMEA) e nível intermediário em inglês e informática, além de experiência em gestão de pessoas e ferramentas da qualidade.

Profissionais graduados em farmácia industrial, bioquímica ou química industrial podem participar do processo seletivo para o cargo de coordenação de controle físico-químico. A função exige conhecimentos intermediários de informática, inglês e estatística, além de domínio da técnica de cromatografia líquida de alta eficiência.

A Hipolabor também está em busca de analista de confiabilidade. O candidato deve ter formação em engenharia (mecânica, elétrica ou de automação), além de níveis intermediários de informática e da língua inglesa. Também é exigida experiência em elaboração de planos e em rotinas para a manutenção e em análise de falhas e definição de materiais.

Administradores, engenheiros de produção, farmacêuticos industriais e profissionais de logística podem concorrer à vaga de coordenador de almoxarifado. Nesse caso, os profissionais já devem possuir experiência na área. Nível intermediário de informática, conhecimentos de gestão de estoque e do sistema Totvs também são exigências.

 

Sobre a Hipolabor

A Hipolabor, fundada em 1984, é a maior indústria farmacêutica de Minas Gerais e líder nacional na fabricação de medicamentos injetáveis genéricos. A empresa, que possui atualizado o Certificado de Boas Práticas de Fabricação emitido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mantém unidade administrativa em Belo Horizonte (MG) e fábricas em Sabará (MG) e Montes Claros (MG).

 

 

Fonte: https://www.portalminas.com/news/industria-farmaceutica-abre-vagas-de-emprego-em-montes-claros?uid=198778

 

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais - Sinfarmig, comunica a categoria farmacêutica, as novas bases de reajuste salarial negociadas com o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos - Sincofarma e com a Federação do Comércio de Minas Gerais- Fecomércio/MG.

Importante lembrar que esta Convenção Coletiva vale para os farmacêuticos que trabalham em Farmácias, Drogarias e Distribuidoras de Medicamentos e Produtos correlatos.

 

Nesta negociação que encerrou-se na semana passada (12/06), ficou estabelecido que:

1) O reajuste salarial com base no INPC/IBGE de 3,94%, independente da percepção salarial;

2) As diferenças do pagamento do reajuste retroativo ao mês de março e abril serão feitas na folha de pagamento de junho e a de maio em julho. Alertamos as (aos) colegas que fiquem atentos;

3) Nesta nova Convenção Trabalhista foram mantidas todas as conquistas da Convenção anterior.

4) Com o novo reajuste, o quadro de remuneração ficará da seguinte forma:

 

PISO  SALARIAL – FARMÁCIAS, DROGARIAS E DISTRIBUIDORAS

Reajuste 3,94%

Data base- 01º de março

 

20h- R$2.076,00

30h- R$3.114,00

40h- R$4.152,01

44h- R$4.567,21  

 

Hora normal: R$20,76

Hora extra 50%: R$31,14

Hora extra 100%: R$41,52                                                

 

O Sinfarmig entende que o atual contexto de adversidades impostas aos trabalhadores tem trazido maiores dificuldades às negociações de convenções de trabalho que garantam  a manutenção das importantes conquistas ao longo de seus 38 anos de existência.

No entanto, sabemos que a valorização do trabalho farmacêutico em seus diversos aspectos (reconhecimento, da remuneração, da legislação, entre outros), passa pelo seu comprometimento/desenvolvimento profissional mas, também, pela sua participação coletiva (espírito de classe) em defesa da profissão, sobretudo em tempos difíceis como este que atravessamos. 

Assim, reiteramos o convite às farmacêuticas e farmacêuticos para juntos ao Sinfarmig, seguirmos firmes para a superação dos desafios e ocuparmos o devido lugar de reconhecimento à elevada altura que a nossa profissão merece.

 

Atenciosamente,

 

Diretoria do Sinfarmig 

 

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA–SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – SINFARMIG, com base territorial compreendida no Estado de Minas Gerais, convoca, na forma estatutária, todos os trabalhadores associados e interessados que laboram em Farmácias e Laboratórios de Análises Clínicas de Hospitais privados, Clínicas e Casas de Saúde para comparecerem à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a realizar-se às 18:00 horas do dia 20/05/2019, na Sede do Sinfarmig à Rua Tamoios, nº 462,  12º andar, sala 1205, Centro, em Belo Horizonte/MG, sendo que a Assembleia Geral Extraordinária será instalada,  em primeira convocação e, na falta de quórum mínimo estabelecido pelo  Estatuto Social, trinta minutos depois, em segunda convocação, com qualquer número de presentes: para discussão e deliberação sobre a seguinte ordem do dia: 1) Discussão e aprovação da pauta  de reivindicações a ser encaminhada ao  respectivo Sindicato Patronal, visando firmar nova convenção coletiva de  trabalho; 2) Autorizar o Sindicato a entabular negociações coletivas e assinar convenção coletiva de trabalho, bem como aditivos a esta,  ou ajuizar dissídio coletivo, caso resultem  frustradas as respectivas negociações  coletivas; 3) discussão e aprovação da taxa assistencial a favor do Sindicato Profissional; 4) Discussão e deliberação sobre a transformação em assembleia permanente; 5) Outras deliberações consequentes. Belo Horizonte, 17 de maio de 2019. Farmº Rilke Novato Públio– Diretor da Secretaria de Administração e Finanças do Sinfarmig. 

 

 

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