O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig recebeu o convite para programação especial em comemoração aos 179 anos da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).  Os eventos serão realizados entre os dias 06 a 08/04 no Centro Histórico da cidade.

Este ano, as festividades iniciam com a recepção aos veteranos e em seguida haverá a assembleia da Associação dos Ex-alunos da Escola de Farmácia (Aseefar). No dia seguinte, está prevista sessão solene para homenagear os ex-alunos no salão nobre da Escola. As comemorações encerram com uma missa de ação de graças na Igreja Nossa Senhora do Carmo. 

A Escola de Farmácia da UFOP é a mais antiga da América Latina e possui uma importância e expressão nacional na formação de farmacêuticos nos últimos séculos. Ela é considerada a célula mater da UFOP e é conhecida e respeitada pela qualidade do ensino tendo formado grande número de profissionais que contribuem ativamente para a evolução da profissão farmacêutica. 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicada em 22/03/17

 

 

 

 

 

 

O envelhecimento da população e o decorrente aumento da prevalência de doenças crônicas são fatores que têm contribuído para o aumento da polifarmácia, definida como a utilização simultânea de cinco ou mais medicamentos por um mesmo paciente. Embora muitas vezes seja necessária, a polifarmácia caso praticada de forma negligente pode causar reações adversas e aumentar o risco de morte.

No artigo Polifarmácia: uma realidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde, pesquisadores da Faculdade de Farmácia da UFMG e de outras instituições traçam um panorama da prática no Brasil. O trabalho, publicado em setembro de 2017 na Revista de Saúde Pública, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), apurou que a prevalência de polifarmácia alcança 9,4% da população geral investigada e 18,1% das pessoas com mais de 65 anos. Foram entrevistados 8.803 usuários de unidades de atenção básica à saúde, em 272 municípios, compondo amostra representativa da população brasileira. A pesquisa, destaque de capa da edição 2009 do Boletim UFMG, levou em conta todos os fármacos utilizados pelos participantes nos 30 dias anteriores à entrevista.

“A maior incidência de polifarmácia foi observada nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, o que podemos atribuir à maior expectativa de vida e prevalência de doenças crônicas nesses locais. Portadores de planos de saúde também costumam tomar mais medicamentos, já que têm acesso facilitado a consultas com especialistas e estão mais sujeitos à prescrição médica”, revela a pesquisadora Renata Macedo, do Programa de Pós-Graduação em Medicamentos e Assistência Farmacêutica da UFMG. Além dela, figuram entre os 12 autores do artigo os professores Augusto Guerra, Juliana Álvares, Micheline Rosa e Francisco Acúrcio, do Departamento de Farmácia Social.

Efeitos inesperados

 

As consequências às reações adversas dos remédios são muito variáveis e abrangem desde as de baixa intensidade ou pouca relevância clínica até as que causam prejuízo mais grave como hospitalizacão, incapacitação ou até morte. “No organismo, quando dois ou mais medicamentos competem, por exemplo, pela absorção, e um deles ‘ganha a disputa’, o ‘perdedor’ pode ter seu efeito prejudicado ou exacerbado”, explica a pesquisadora.

O uso indiscriminado da polifarmácia, adverte Renata Macedo, pode aumentar a necessidade de cuidados com o paciente, especialmente no caso de idosos. “O agravamento do estado clínico demanda mais exames e eleva os gastos da família. O sistema também é prejudicado por causa do aumento de consultas, exames e internações que poderiam ter sido evitadas”, analisa.

Entre as substâncias mais utilizadas, ¬algumas são consideradas inapropria-das para idosos, como a ¬amitriptilina, o clonazepam, o diazepam, a fluoxetina e o ibuprofeno de acordo com o critério ¬Beers, metodologia que estabelece uma lista de medicamentos considerados pouco seguros para pessoas de faixa etária avançada. “Como o estudo encontrou uma correlação entre polifarmácia e o avanço da idade, o alto índice de uso desses medicamentos pode ser uma agravante e demanda acompanhamento ainda mais criterioso”, defende Renata Macedo. As principais doenças indicadas pelos entrevistados foram hipertensão, dislipidemia, artrite, artrose, depressão e diabetes mellitus.

A pesquisadora destaca que o farmacêutico é o profissional com condições de checar todas as prescrições vigentes e recomendar as adaptações necessárias. “Deve ser verificado, periodicamente, se cada condição da doença permanece e se é necessário manter a indicação dos medicamentos em uso, analisando se a dosagem pode ser ajustada ou o medicamento suspenso”, afirma.

A automedicação e o consumo de remédios por indicação de conhecidos são hábitos comuns, mas perigosos, alerta Renata Macedo: “No momento da consulta, o paciente deve relatar ao médico, ao farmacêutico ou a outro profissional de saúde todos os medicamentos que já vêm sendo utilizados, para que seja elaborado ou revisto o plano de terapia medicamentosa”.

Para a coautora do artigo, a pesquisa representa um marco na identificação dos segmentos mais vulneráveis, para os quais é preciso aprimorar as políticas públicas de saúde. “Infelizmente, ainda não contamos com um sistema nacional de gestão da assistência farmacêutica. Além disso, o acesso ocorre de diferentes maneiras, o que dificulta a compreensão da realidade. Mas o passo que demos pode ser muito importante para preencher essa lacuna e formar uma linha de base para o acompanhamento do uso de medicamentos no Brasil”, analisa Renata Macedo.

Artigo: Polifarmácia: uma realidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde 

Autores: Renata Macedo, Augusto Guerra, Juliana Álvares, Francisco Acúrcio e Micheline Rosa (UFMG); Ediná Alves (UFBA), Isabel Gomes (FCM-MG), Silvana Leite (UFSC), Karen Sarmento (Unicamp), Orlando Soeiro (PUC-Campinas), Ione Aquemi (FCM-SP) e Margô Gomes (UnB). 

Fonte: UFMG

Publicada em 22/03/18

 

 

 

 

       No Brasil, mais de 200 milhões de pessoas podem utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS) de forma universal e gratuita. Entretanto, a Emenda Constitucional Nº 95, aprovada pelo Congresso Nacional em 2016, deixam os investimentos em saúde e educação congelados até 2036. A Frente em Defesa do SUS e o Conselho Nacional de Saúde (CNS) apóiam Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.658 com o objetivo de vetar a EC 95/2016, que está tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Será necessária a ajuda de todos para que os direitos não sejam perdidos. A ADI reafirma que a EC 95/2016 causará consequências negativas para a população brasileira, pois transforma o "piso" (limite mínimo) de despesas nas áreas de saúde e educação em 'teto' (limite máximo) por duas décadas. Defendemos a Saúde e a Educação públicas, universais, integrais, gratuitas e de qualidade. O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig abraça a causa e convoca a participação de todos para que não morra uma  das maiores políticas públicas do mundo. Acesse e compartilhe a petição!

 

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR102140

 

Fonte: CNS

Publicado em 21/03/18

 

 

 

Especialistas se unem para derrubar mais um projeto de lei 9.482/2018, que autoriza supermercados a venderem medicamentos isentos de prescrição. A iniciativa de transformar medicamentos em um produto comum partiu desta vez do deputado federal Ronaldo Martins (PRB/CE). No texto do PL “os medicamentos isentos de prescrição, assim classificados pelo órgão sanitário federal em normas regulamentares, poderão ser dispensados e comercializados em supermercados e estabelecimentos similares, sem a necessidade de intervenção de farmacêutico para a dispensação”. 

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig é contra o projeto por acreditar que ele caminha na contramão da segurança da saúde dos pacientes e aumenta o risco de intoxicação por medicamentos. Além disso, o PL vai de encontro à política de Assistência Farmacêutica vigente. Segundo diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis, “este formato de PL é recorrente no Congresso Nacional demonstrando que frequentemente parlamentares defendem mais o mercado do que interesses da população”. 

A partir de 2014, com a Lei 13021 a farmácia passou a ser considerada um estabelecimento de saúde inclusive exigindo a presença de um farmacêutico durante todo o tempo de funcionamento. O PL poderá representar um retrocesso para a saúde já que os cidadãos passarão a consumir os medicamentos sem orientação adequada.

Memória

Em 2004 o Supremo Tribunal de Justiça - STJ proibiu definitivamente a comercialização de medicamentos em supermercados. Contudo, em 2009 o deputado Sandro Mabel tentou novamente autorização para o comércio por meio da medida provisória 549/11. A Medida foi rejeitada na Câmara dos Deputados e vetada em 2012 pela então presidenta Dilma Roussef. 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 20/03/18

 

 

 

O encontro “As Mulheres e os Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária” pretende reunir representantes de todo o país na próxima terça-feira, 27/03, às 14 horas, no auditório do Sindicato dos Engenheiros de SP, a Rua Genebra, 25, São Paulo – SP. 

O ato de resistência pensado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Regulamentados- CNTU irá tratar do desmonte dos direitos trabalhistas promovido pelo Governo Federal, principalmente, contra as trabalhadoras. 

As profissionais universitárias pretendem fortalecer a luta pela emancipação e igualdade das mulheres brasileiras. Como informação básica, foi disponibilizado um documento  que deverá ser aperfeiçoado após a palestra e debates. Confira:

 

 http://www.cntu.org.br/new/images/PUBLICACOES/ImpactoReformasMulheres2018.pdf

 

 

Programação:

14h – Recepção

14h15 – Mensagem da CNTU às mulheres

14h30 – Palestra "Lei 13.467/2017 e PEC 287: precarização do trabalho e restrição à aposentadoria" 

Camila Ikuta – Socióloga, mestre pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) na área "Estado, Sociedade e Educação", técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioecionômicos (Dieese)

16h – Debate

17h – Dinâmica de encerramento

 

 Fonte: CNTU

Publicado em 21/03/18

 

 

O Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública no Distrito Federal para garantir o fornecimento de medicamentos usados por 152 pacientes portadores de doenças mucopolissacaridose I, doença de Fabry e doença de Pompe que há meses estão sem tratamento. Na ação, a procuradora da República Luciana Loureiro pede que, em caráter liminar, o Ministério da Saúde rescinda o contrato assinado há cinco meses com Global Gestão de Saúde para o fornecimento dos medicamentos Aldurazyme, Fabrazyme e Myozyme.

 

Além da rescisão, a procuradora pede a instauração de um processo administrativo contra a empresa, a recuperação dos R$ 19 milhões que foram pagos de forma antecipada e a contratação da segunda colocada na licitação, a empresa Sanofi.

 

Na ação civil pública, a procuradora afirma que o Ministério da Saúde tem praticado atos administrativos que podem configurar advocacia administrativa em favor da Global "por razões até o momento, inexplicáveis à luz do interesse público". Em seu texto, Loureiro afirma: "Não há como não classificar de ilegal e temerária tal conduta da administração pública que, com a prática, obviamente beneficiou indevidamente a empresa Global Gestão em Saúde, sem haver obtido qualquer contrapartida, desconto ou economia em troca do risco suportado".

 

A licitação foi aberta há cinco meses para atender decisões judiciais que obrigavam a União a fornecer os remédios aos pacientes. A Global foi a vencedora do processo, por apresentar o menor preço. Antecipadamente, ela recebeu o valor do contrato, de R$ 19 milhões. A empresa, no entanto, não é reconhecida pela fabricante dos medicamentos, a farmacêutica Sanofi. Sem essa condição, a distribuidora está impedida de receber autorização da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) para importar o produto. Sem tal documento, não há como a empresa providenciar o medicamento que há tempos é esperado pelos pacientes.

 

O impasse levou o Ministério da Saúde a acusar a Anvisa de ser intransigente e dificultar a chegada dos medicamentos no País e que a escolha da distribuidora Global representava não apenas uma compra mais econômica como a ruptura contra o monopólio da distribuição do medicamento. A diferença de preço entre a primeira e a segunda colocada é de 0,5%.

 

A Anvisa, por sua vez, tem afirmado que a exigência faz parte das normas e que visam, antes de tudo, garantir que medicamentos usados no País sejam legítimos, de qualidade, segurança e eficácia comprovados.

 

Na ação, a procuradora afirma estar claro que a empresa ganhadora da licitação não dispõe dos frascos de medicamentos (produzidos exclusivamente pela Sanofi) e que ela não tem condições de importá-los. Loureiro classifica ainda como "absolutamente inoportuna, irrazoável e antirrepublicana" a postura do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

"O ministro vem declarando à imprensa que as exigências regulatórias da Anvisa são excessivas e comprometem a concorrência no mercado de medicamentos, sugerindo aos pacientes que estão sem receber os lotes de Aldurazyme, Fabrazyme e Myozyme que simplesmente processem a Agência", disse.

 

A ação civil pública é mais um reflexo da batalha judicial deflagrada no fim do ano passado, depois da licitação pra compra de medicamentos para doenças raras. A Global também ingressou com uma ação na Justiça e obteve uma liminar que tal exigência representaria uma afronta à lei de licitação. Nessa ação, a Anvisa já avisou que vai recorrer.

 

Além de Aldurazyme, Fabrazyme e Myozyme, é alvo de questionamento a compra do Soliris, usado no tratamento de pessoas com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN). A compra do medicamento foi feita numa licitação separada, também para atender pacientes que ganharam na Justiça o direito de receber o tratamento. O questionamento é o mesmo. A vencedora da licitação, a Tuttopharma LLC, também não é a distribuidora reconhecida pela fabricante do medicamento, a Alexion.

 

O Ministério da Saúde afirmou não poder suspender a compra, porque já existe uma liminar autorizando a importação do medicamento. Em nota, a pasta afirma aguardar o cumprimento da determinação judicial pela Anvisa. O ministério diz ainda aguardar a solução judicial da disputa para que possa finalizar o processo de compra. A reportagem também procurou, sem sucesso, contato com a Global e a Tuttopharma.

 

Fonte: Correio24horas

Publicado em 20/03/18

 

 

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) debateu na tarde desta sexta (16/03), o “Acesso a medicamentos no mundo e a crise de desabastecimento”. A discussão aconteceu na Tenda do CNS, durante o Fórum Social Mundial 2018, que reúne 50 mil pessoas de 160 países. 

Na ocasião, os debatedores afirmaram que melhorar a regulação do mercado mundialmente é uma das formas de combater a falta de medicamentos.

De acordo com Leandro Safatle, secretário executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED), os efeitos colaterais da ausência de regulamentação da área nos países é a exploração por parte das empresas, gerando mais gastos para os cidadãos ou para o Sistema Único de Saúde (SUS). “É uma lógica global, as empresas estão aumentando muito os preços de medicamentos raros e perdendo o interesse em produzir medicamentos baratos. Isso também gera desabastecimento”, disse.

Ele comemora os avanços no Brasil quanto à regulamentação de medicamentos, porém, ainda há mais desafios. Segundo o secretário, o mercado de “produtos de saúde” ainda não é regulado. Órteses e próteses, por exemplo, chegam a preços abusivos facilmente. “Uma prótese de joelho, por exemplo, custa R$ 2mil, mas pode chegar a R$ 18mil. Há comportamentos oportunistas em cada elo da cadeia de produção”, afirmou.

Tomás Pippo, coordenador da Unidade de Medicamentos, Tecnologia e Pesquisa em Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), explicou que o desabastecimento é um problema universal. Segundo ele, para atenuar o problema no Brasil, é necessário investir na soberania nacional na América Latina. “Nossos países ainda são prioritariamente importadores. Nossa fabricação é baixa, há muita dependência de outros países”, explicou.

O mesmo foi afirmado por Carlos Gadelha, coordenador das ações de prospecção da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Nosso mercado tem que reduzir o monopólio global. O Brasil precisa produzir mais, tem que ter uma indústria forte. Um SUS que depende tecnologicamente do mercado externo não conseguirá ser universal”, defendeu.

Saúde Mental sem manicômios

Simultaneamente ao debate na Tenda do CNS, o conselho também realizou a roda de conversa: “Alterações na Política Nacional de Saúde Mental e os impactos na luta antimanicomial”. Léo Pinho, representante do Conselho Nacional dos Direitos Humanos defendeu uma sociedade livre de manicômios. “Vivemos o contexto geral de regressividade dos direitos humanos e sociais. O país começa a construir políticas públicas com passos para trás e isso rasga as leis que deveriam reger o Estado Brasileiro”, criticou.

As mudanças na Política Nacional de Saúde Mental pelo governo foram publicadas em portaria no final de 2017. O novo texto estimula o investimento em comunidades terapêuticas, dando margem para o retorno do modelo manicomial. Na tarde de hoje, também aconteceram rodas de conversa sobre a Política Nacional de Atenção Básica e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança. Ao todo, o CNS realizou treze atividades entre debates, rodas de conversas e seminários com participação de cerca de 2 mil pessoas.

 

Fonte: Portal Vermelho

Publicado em 20/03/2018

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