A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa está realizando um processo de revisão de normativas que impactam diretamente na profissão farmacêutica e na garantia de boas práticas para a gestão de estabelecimentos de saúde e resíduos.

 

As Resoluções de Diretoria Colegiada – RDC em revisão são:

• A RDC 44/2009 – que dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias;

• A RDC 50/2002 – que dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde;

• A RDC 306/2004 – que ispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

• A RDC 302/2005 – que dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos.

Para o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos “é importante a categoria estar atenta. Nesse momento as instituições de proteção de interesses coletivos estão sob o mais feroz ataque das forças do mercado, e no caso a regulação de um mercado de mais de 120 bilhões de reais mobiliza poderosos interesses, que muitas vezes estão na contramão da proteção da sociedade e do trabalho tecnicamente qualificado”, referindo-se à importância de acompanhar todo este processo de revisão.

Durante o I Congresso de Ciências Farmacêuticas, o gerente de operação de controle sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), André Oliveira Resende de Souza, afirmou que a revisão destas normas, está construindo um novo cenário técnico para a execução do trabalho do farmacêutico. “A ideia é atualizarmos essas normativas, da melhor maneira possível, próximo aos profissionais, para conseguirmos um melhor resultado em termos de qualidade sanitária.”

Da redação com agências

Publicado em 22/11/2017

 

 

No mês de Combate ao câncer de próstata, a Anvisa publicou dia 20/11, o registro do genérico acetato de abiraterona. O medicamento será utilizado no tratamento de pacientes com metástase resistente a castração, em combinação com os medicamentos prednisona ou prednisolona. 

A aprovação dele deve reduzir os custos do tratamento, pois os genéricos vão entrar no mercado com um valor pelo menos 35% menor que o valor do produto de referência de acordo com a Lei dos Genéricos.

Até o momento, não havia genéricos do medicamento acetato de abiraterona, que está no mercado com o nome comercial Zytiga, registrado pela empresa Janssen-Cilag Farmacêutica. O medicamento genérico foi registrado pela empresa Dr. Reddys Farmacêutica.

Como o acetato de abiraterona funciona

O acetato de abiraterona inibe seletivamente uma enzima necessária para a produção de androgênios (hormônios sexuais) pelos testículos, glândulas supra-renais e tumores da próstata. Assim, diminui consideravelmente os níveis destes hormônios, os quais levam à progressão da doença.

 

Fonte: Anvisa

Publicado em 21/11/17

 

 

 

 

Produtos como o soro utilizado no tratamento de picadas de cobra e de escorpião ganharam regras específicas para sua fabricação e registro. A norma publicada pela Anvisa é a primeira que trata de forma específica deste tipo de produto.

Conhecido como soros hiperimunes, estes medicamentos são fabricados de forma bem específica, com o uso do plasma (sangue) de outros animais. Entre os soros hiperimunes, os mais conhecidos sãoo antiofídico, contra veneno de cobra, antirrábico, que protege contra a raiva e o antiescorpiano, contra picada de escorpião.

O antídoto para um veneno de cobra, por exemplo, é fabricado com a injeção do veneno de cobra em um animal como o cavalo. A partir daí o sangue do cavalo é coletado, separado e processado dando origem ao soro que será utilizado em pessoas vítimas de picada de cobra.

Por ter este tipo de produção tão diferente, a Anvisa decidiu editar uma norma específica para estes soros. Até então os soros hiperimunes seguiam as regras gerais para fabricação de medicamentos biológicos.

Uma das diferenças é a dificuldade de se elaborar estudos clínicos para estes produtos já que não existem comparadores no mercado. A nova norma traz critérios mais flexíveis para a comprovação de eficácia e segurança que levam em consideração as suas características de produção e uso.

Garantia de soro para o SUS

Em geral, soros deste tipo não despertam o interesse de grandes laboratórios, mas são fundamentais para garantir o tratamento às vítimas de animais e insetos peçonhentos.

Hoje existem 31 soros registrados no Brasil, todos de laboratórios públicos como Funed (MG), Instituto Butantan (SP), Instituto Vital Brasil (RJ) e o Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI-PR).

A consulta pública que baseou a norma recebeu 123 contribuições, das quais 97 foram aceitas e consideradas na redação final. A nova resolução RDC 187/2017 não afeta os produtos que já estão no mercado.

 

Fonte: Anvisa

Publicado em 16/11/17

 

 

 

O Seminário de reativação do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade de Belo Horizonte e Região Metropolitana foi realizado na última sexta-feira, 10/11, no auditório Professor Luiz Bicalho, na Fafich – UFMG, com a presença de educadores, estudantes e profissionais da área de saúde. Um dos objetivos do seminário foi também apresentar a política e ações que serão desenvolvidas para a população.

A abertura foi realizada pela Coordenadora do Núcleo BH e membro do Fórum desde a primeira fase (2013), a psicóloga Amanda Ferraz Oliveira e a também psicóloga Luciana Amorim. Elas atuam juntas e apresentação o Núcleo aos participantes. A Conferência ficou a cargo da psicóloga e Mestre Agnes Fonseca Ribeiro Filardi, que apresentou sua pesquisa de doutorado sobre o uso de psicotrópicos por adultos na vida cotidiana.

A mesa redonda contou com a participação do diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig, Rilke Novato, que é especialista em vigilância sanitária e em saúde pública; da diretora presidente do Crefono viagra pas cher 6, Gabriela Cintra, que é fonoaudióloga especialista em audiologia, do Reinaldo da Silva, psicólogo doutor em ciência da religião, conselheiro da XV plenária do CRP, e Ivan Ervilha, fisioterapeuta, especialista em fisioterapia respiratória em terapia intensiva. Eles debateram os Processos de Medicalização em suas respectivas áreas.

O ponto alto do Seminário foi a participação do público com perguntas e comentários sobre o tema, que para os organizadores do Fórum é o marco de formalização da luta em BH e Região, contra a medicalização da vida e da sociedade. 

O Fórum tem parceria do Sinfarmig, do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais – CRP/MG e do Conselho Regional de Fonoaudiologia – Crefono e apoio da Fafich UFMG e da Livraria do Psicólogo. 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 1311/17

 

 

 

A Medida Provisória (MP) 808/2017, que altera pontos da reforma trabalhista, que entrou em vigor no último dia 11 de novembro, é considerada polêmica, ainda que suavize alguns dos pontos da perversa proposta de Michel Temer.

 

 

↳ TRABALHO INTERMITENTE

Entre as mudanças está a que define que a modalidade de trabalho intermitente, aquele em que o trabalhador ganha por período (dias, semanas ou meses não consecutivos), vale para todos. Antes, havia dúvida se a nova regra seria aplicada apenas para contratados após a sua entrada em vigor. A MP esclarece que a lei "se aplica, na integralidade, aos contratos de trabalho vigentes".

Ao comentar as mudanças o consultor jurídico da Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de. Ensino), José Geraldo de Santana Oliveira, destacou que tal medida “deve ser caracterizada como visceral afronta à garantia do direito adquirido (Art. 5º, inciso XXXVI, da CF); à valorização do trabalho humano (Art. 170, caput, da CF); ao primado do trabalho (Art. 193 da CF); à função social do contrato (Art. 421, do Código Civil- CC), enumerou.

Para o consultor “todos os malefícios dessa lei podem ser aplicados aos contratos celebrados antes do início de sua vigência, o que quebra todas as estruturas da Ordem Democrática, que só admite a aplicação de normas de direito material aos contratos celebrados após o início de sua vigência. Mais um colossal retrocesso no universo de horrores”.

A medida também proíbe que o trabalhador ou trabalhadora na modalidade intermitente tenha acesso a seguro desemprego e muda a concessão dos benefícios.

E mais, pela nova regra intermitente terá acesso apenas aos auxílios maternidade e doença, mas o processo de concessão será diferente. No caso do o salário-maternidade, o intermitente receberá do Estado, já o auxílio-doença será todo pago pela Previdência, diferentemente do funcionário comum, que recebe o benefício do empregador nos 15 primeiros dias de afastamento.

“As alterações introduzidas na mais vil forma de contratação, que é a do contrato intermitente, autorizada pelo Art. 452-A, com o acréscimo dos Arts. 452-B a 452-G, não modificam a sua natureza e a sua perversidade. Apenas, trazem pífias garantias aos que se submetem a ela, não previstas na redação anterior”, problematizou Santana.

↳ GRÁVIDAS E LACTANTES

Para a gestante, a MP determina que deve ser afastada de atividades insalubres durante a gestação, mas permite que atue em locais com insalubridade em grau médio ou mínimo quando ela "voluntariamente" apresentar atestado com a autorização.

“As alterações promovidas no Art. 394-A da CLT, que autoriza o exercício de atividade insalubre para as gestantes e lactantes, efetivamente, não afetaram o seu conteúdo, sendo a rigor apenas de redação, exceto quanto às de grau máximo, deixando aberta a possibilidade de que as exerçam em grau mínimo e médio”, criticou José Geraldo de Santana Oliveira.

↳ JORNADA DE 12 HORAS

No novo texto estabelece que os acordos escritos só são válidos para o setor de Saúde. A modalidade é bastante frequente em hospitais e unidades de atendimento. Em qualquer outra área, o novo texto determina uma convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho mediada pelos sindicatos para que a jornada seja adotada.

Santana afirma que o recuo apenas repõe o comando constitucional do Art. 7º, inciso XIV, da Constituição Federal (CF), que somente admite jornada de 12 horas, com 36 de descanso, mediante convenção ou acordo coletivo, absurdamente violado pela Lei N. 13.467/2017, que, com a redação anterior, autorizava-a por “acordo individual”.

E completa: “Porém, essa reposição foi apenas parcial, pois que as organizações sociais (OSs), que atuam na área de saúde podem adotá-la por meio de “acordo individual”, o que importa a intolerável discriminação dos trabalhadores dessas”. Santana indica que as primeiras impressões da MP sinalizam apenas para “uma oferta de migalhas, que não passa de mais um presente de grego.

↳ DANO MORAL

A proposta traz novo parâmetro para o pagamento de indenização por dano moral, que chega a 50 vezes o teto do INSS (R$ 5.531,31). Antes, o texto colocava o próprio salário do trabalhador como parâmetro.

“Uma alteração que suprimir a odiosa “precificação” da indenização por dano extrapatrimonial (dano moral), que tinha como base de cálculo o salário do ofendido, quebrando o princípio da isonomia, para tratar de maneira desigual os iguais, ou seja, cada ofensa à dignidade do trabalhador valia o quanto pesava, o que implicava tratamento de pária àquele de baixa renda”, comentou o consultor da Contee.

↳ NEGOCIAÇÃO COLETIVA

Uma mudança apontada pelo consultor da Contee e que “pode ser considerada um pesadelo a menos para os sindicatos foi o acréscimo do Art. 510-E à CLT, pois estabelece, com clareza, que a comissão de representantes dos empregados não possui competência para realizar negociações coletivas na defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, quer no âmbito administrativo, quer no judicial, consoante o que preconiza o Art. 8º, inciso III, da CF, sendo, portanto, obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas, conforme determina o Art. 8º, inciso VI, da CF”.

↳ CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

O governo cria recolhimento complementar em meses em que o empregado receber remuneração inferior ao salário mínimo. “Os segurados enquadrados como empregados que, no somatório de remunerações auferidas de 1 ou mais empregadores no período de 1 mês, independentemente do tipo de contrato de trabalho, receberem remuneração inferior ao salário mínimo mensal, poderão recolher ao Regime Geral de Previdência Social a diferença entre a remuneração recebida e o valor do salário mínimo mensal, em que incidirá a mesma alíquota aplicada à contribuição do trabalhador retida pelo empregador”.

Ficou pior e poderá piorar mais

Ao avaliar as mudanças o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) externou que a a emenda ficou pior que o soneto. Já que, para a instituição, "a MP piorou a lei em muitos pontos. Por exemplo, a nova lei só se aplicava aos novos contratos de trabalho. Ou seja, aos contratos celebrados pós vigência da lei. A MP determina (Art. 2º) que “se aplica, na integralidade, aos contratos de trabalho vigentes.” Isto é, a todos os contratos, inclusive, os anteriores à lei".

E também no caso de prorrogação de jornada em locais insalubres remeteu o inciso XIII para o XII e afastou a necessidade de licença prévia do Ministério do Trabalho. Assim, ficou pior: XII enquadramento do grau de insalubridade e prorrogação de jornada em locais insalubre, incluída a possibilidade de contratação de perícia, afastada a licença prévia das autoridades competentes do MTb, desde que respeitadas, na integralidade, as normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em normas regulamentadoras do MTB.

Por fim, mais não menos importante, é relevante destacar que a MP poderá ficar pior que a lei, em razão das mudanças que poderão ser inseridas pelo Congresso. Ou, ainda, pode voltar a ser o que era, haja vista que a medida provisória pode não ser votada.

Fonte: CTB

Publicado em 17/11/2017

 

 

 

 

Amantes das artes visuais que ainda não participaram do Projeto Cine Sinfarmig podem procurar a sede da entidade sindical ainda este mês. É que está disponível, gratuitamente, um par de ingressos este mês para  farmacêuticos sindicalizados. A parceria com o Cine Belas Artes de Belo Horizonte é válida para todos os filmes que estão em cartaz sem restrições de dias e horários. 

 

Os farmacêuticos mineiros que gostam de cinema e apreciam uma seleção mais que especial de longas não podem ficar de fora das sessões que são cuidadosamente selecionadas pelo Belas Artes.  

 

A promoção é limitada ao número de convites e cada farmacêutico tem direito a dois até o mês que vem. Quem se interessar deve comparecer a sede do Sinfarmig e apresentar documento de identificação de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. 

 

 

Confira a programação em  https://www.belasartescine.com.br/

 

 

Serviço:

 

Cinema Belas Artes

Rua Gonçalves Dias, 1581 

Tel.: (31) 3273-3229

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sinfarmig 

 

Publicada em 14/11/17

 

 

Inscrições encerradas para o Seminário Medicalização da vida: teoria e prática que será realizado nesta sexta-feira, 10/11, a partir das 18h30, no auditório Professor Luiz Bicalho na Fafich, campus da UFMG. A iniciativa é do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade de Belo Horizonte e Região Metropolitana recém-reativado com a proposta de realizar uma série de atividades para incrementar o debate sobre o fenômeno. 

O evento teve adesão de 100% dos profissionais de saúde que irão debater sobre suas experiências acerca da medicalização em seus campos de atuação. O Seminário terá início com apresentação sobre o Núcleo BH e região metropolitana do Fórum. Em seguida haverá uma Conferência sobre O Significado do Uso do Medicamento na Vida Cotidiana, com a professora  Agnes Filardi. Uma mesa redonda debaterá a Medicalização com relatos de experiências entre profissionais de diferentes segmentos com participação da plateia. 

O Fórum tem parceria do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig, do Conselho Regional de Psicologia viagra pas cher de Minas Gerais – CRP/MG e do Conselho Regional de Fonoaudiologia – Crefono com apoio da Fafich UFMG e da Livraria do Psicólogo. 

Serviço:  

Seminário Medicalização da vida: teoria e prática 

Data: 10/11

Horário: 18h30

Local:  Fafich - UFMG

Inscrições: Sympla (esgotadas)

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinfarmig

Publicado em 09/11/17

 

Mais Artigos...