Os biossimilares são medicamentos biológicos produzidos ou extraídos de seres vivos por meio de processos biotecnológicos. Os estudos na área podem representar um avanço ao Sistema Único de Saúde (SUS), que deve em breve definir uma política nacional com objetivo de gerar economia ao SUS. Representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS) participaram, nesta terça (14/08), da reunião do grupo de trabalho do Ministério da Saúde que discute o tema, em Brasília.

 

Para o controle social na saúde, é importante que os aspectos humanitários e sociais também sejam levados em consideração para a definição da política. “Estamos aqui como guardiões do SUS. É nosso papel gerar um controle técnico e humanitário na definição das normas. Essa discussão é muito nova, precisamos estar bem orientados em todos os aspectos”, explica a conselheira nacional de saúde Eliane Cunha, representante do Sindicato dos Servidores do Sistema Nacional de Auditoria do SUS (Unasus).

 

Atualmente, o SUS distribui gratuitamente 869 remédios diferentes. Todos são fiscalizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), adquiridos de indústrias internacionais e também de produção nacional. Em relação aos biossimilares, ainda não existe uma regra aprofundada para a dispensação desse tipo de medicamento no Brasil.

 

A diferença em relação aos genéricos, por exemplo, é que os biossimilares podem reagir de maneira diferente em cada paciente por se tratar de uma medicação com componentes biológicos. “São medicações similares, não significa que são iguais. O médico e o farmacêutico precisam estar bem orientados”, explica à conselheira.

 

 

Regulamentação

 

A conselheira nacional Ana Lúcia Marçal, representante da Associação Brasileira Superando o Lúpus, explica que os biossimilares já são usados no Brasil desde 2006, mas a dispensação não pode acontecer sem regras. “Alguns pacientes já receberam medicamentos do tipo sem orientação médica, direto na farmácia. Ainda não temos uma diretriz para essa dispensação. Defender biossimilar é defender mais acesso, mais quais são as regras?”, questionou.

 

Ela explica que é preciso regulamentar, por exemplo, quem será o responsável pela “intercambialidade”, quando o paciente transitar de um tipo de medicamento para outro. “O organismo de cada paciente pode ter outra reação que não é a esperada ao entrar em contato com a molécula biológica”, explica. Nesse processo, as conselheiras alertaram que é fundamental que a nova política leve em consideração não apenas aspectos econômicos e mercadológicos, mas também sociais.

 

Marco Fireman, secretário de Ciência, Tecnologias e Insumos e Estratégicos, afirmou que os biossimilares são essenciais para o avanço no combate às doenças. Ele frisou que a população brasileira está envelhecendo mais. Por isso, o SUS terá que disponibilizar mais verba para medicamentos. “A evolução dos medicamentos biológicos é crescente, com isso os custos a pagar podem crescer também. O SUS precisa definir estratégias ou então não vai conseguir absorver toda a demanda”, disse.

 

O texto da nova política deve ser discutido também no pleno do CNS e pela Comissão Intergestora Tripartite (CIT), composta por Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Antes disso, uma enquete pública será aberta para contribuições da sociedade. A expectativa é que a Política Nacional de Medicamentos Biológicos no âmbito do SUS entre em vigor no início de 2019, levando em consideração as contribuições do controle social na saúde.

 

Fonte: Conselho Nacional de Saúde

Publicado em 16/08/2018

 

 

 

De toda a força de trabalho do mercado brasileiro, 24,6% foi subutilizada no segundo trimestre deste ano, número estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, 24,7%, o mais alto da série iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período do ano passado, 23,8%, houve alta, o que significa que o mercado de trabalho não apresenta melhora. 

 

Este porcentual equivale a 27,6 milhões de pessoas desocupadas, que trabalham menos horas do que gostariam ou fazem parte da força de trabalho potencial. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua trimestral, divulgada nesta quinta-feira 16 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Os números do IBGE mostram ainda que o desalento - quando um trabalhador sai da estatística de desemprego porque desistiu de buscar trabalho - também atingiu os maiores níveis da série histórica do Instituto, com um contingente de 4,8 milhões de pessoas, ou 4,4%. Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) tinham a maior taxa de desalento e Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,7%), a menor.

 

A taxa combinada de subocupação por insuficiências de horas trabalhadas e desocupação (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior, somada às pessoas desocupadas) foi de 18,7% no Brasil, no segundo trimestre de 2018, o que representa 6,5 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 13,0 milhões de desocupados.

 

A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, que abrange os desocupados e as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial), foi de 18,8% no segundo trimestre de 2018, o que representa 21,1 milhões de pessoas.

 

A taxa total de desemprego no segundo foi de 12,4%, 12,9 milhões de pessoas em busca de trabalho. Este indicador apresentou redução de 0,7 p.p. em relação ao 1º trimestre de 2018 (13,1%). Em relação ao 2º trimestre de 2017 (13,0%), a taxa apresentou redução de 0,6 ponto percentual.

 

 

Desigualdade

 

As mulheres são maioria tanto na população em idade de trabalhar no Brasil (52,4%), quanto em todas as grandes regiões. Porém, entre as pessoas ocupadas predominavam os homens no Brasil (56,3%) e em todas as regiões, sobretudo na Norte, onde os homens representavam (60,2%).

 

O nível da ocupação dos homens no Brasil foi de 63,6% e o das mulheres de 44,8%, no segundo trimestre de 2018. O comportamento diferenciado deste indicador entre homens e mulheres foi verificado nas cinco Grandes Regiões, com destaque para a Norte, onde a diferença entre homens e mulheres foi a maior (22,6 pontos percentuais), e para o Sudeste, com a menor diferença (18,0 pontos percentuais).

 

Já na população desocupada, no primeiro trimestre de 2018, as mulheres eram maioria (51%). Em quase todas as regiões, o percentual de mulheres na população desocupada era superior ao de homens, a exceção foi a região Nordeste (46,9%). Na Região Sul, o percentual das mulheres foi o maior, elas representavam 53,4% das pessoas desocupadas.

 

Do contingente dos desocupados no Brasil no primeiro trimestre de 2012 - início da atual série histórica - era de 7,6 milhões de pessoas, quando os pardos representavam 48,9% dessa população; seguido dos brancos (40,2%) e dos pretos (10,2%). Agora, esse contingente subiu para 12,9 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 52,3%; a dos brancos reduziu para 35,0% e dos pretos subiu para 11,8%.

 

A taxa de desocupação, no segundo trimestre de 2018, dos que se declararam brancos (9,9%) ficou abaixo da média nacional (12,4%); porém a dos pretos (15,0%) e a dos pardos (14,4%) ficaram acima. No primeiro trimestre de 2012, quando a taxa média foi estimada em 7,9%, a dos pretos correspondia a 9,7%; a dos pardos a 9,1% e a dos brancos era 6,6%.

 

No segundo trimestre de 2018 os pardos representavam 47,9% da população fora da força de trabalho, seguidos pelos brancos (42,4%) e pelos pretos (8,5%).

 

Fonte: Portal Vermelho

16/08/2018

 

 

Documento visa esclarecer dúvidas de trabalhadores da área da saúde sobre a seleção de produtos.  

 

Entre as medidas de segurança adotadas em um ambiente de promoção e cuidado da saúde, a higienização das mãos é uma das principais estratégias para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Com o intuito de orientar gestores, profissionais que atuam nos serviços de saúde e no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), a Anvisa lançou a Nota Técnica 01/2018 sobre os requisitos básicos e necessários para a seleção de produtos para higienização das mãos sem serviços de saúde.

 

O termo higienização das mãos engloba a higiene simples, a higiene antisséptica e a antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório das mãos. Esse tipo de serviço de saúde tem sido foco de especial atenção para a prevenção da disseminação de micro-organismos, especialmente os multirresistentes, muitas vezes veiculados pelas mãos dos profissionais de saúde.

 

Vale lembrar que, em hospitais, unidades de saúde ou clínicas, o manejo das pessoas que sofrem com infecções é constante e, consequentemente, os cuidados devem ser dobrados. A nota técnica elaborada pela a Anvisa tem o foco na implementação de melhorias em suas unidades como parte das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Preparação Alcoólica

A maneira mais eficaz de garantir uma ótima higiene das mãos é utilizar a preparação alcoólica para as mãos. A concentração final da preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos a ser utilizada em serviços de saúde deve cumprir com o estabelecido na RDC  42/2010, ou seja, entre 60% e 80% no caso de preparações sob a forma líquida, e concentração final mínima de 70% no caso de preparações sob as formas gel, espuma e outras.

 

Contato com a pele

Quanto ao tempo de contato com a pele das mãos, recomenda-se que a higienização das mãos com preparações alcoólicas nos serviços de saúde seja feita por 20 a 30 segundos, friccionando-se as mãos em todas as suas superfícies.

 

Boa tolerância cutânea

A preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos deve apresentar boa tolerância cutânea, uma vez que podem ocorrer dermatites de contato causadas por hipersensibilidade ao álcool ou a vários aditivos presentes em certas formulações.

 

Cinco momentos para a higiene das mãos

A nota técnica lembra do conceito “cinco momentos para a higiene das mãos” que facilita a compreensão dos profissionais de saúde nos momentos em que há riscos de transmissão de micro-organismos causadas por transmissão cruzada pelas mãos: antes de tocar o paciente; antes de realizar procedimento limpo/asséptico; após risco de exposição a fluidos corporais; após tocar o paciente e após contato com superfícies próximas ao paciente.

 

Higiene das mãos

As mãos devem ser lavadas com água e sabonete (líquido ou espuma) quando estiverem visivelmente sujas de sangue ou outros fluidos corporais, quando forem expostas a potenciais organismos formadores de esporos ou depois de utilizar o banheiro.

 

As ações de higiene das mãos são mais eficazes quando a pele das mãos é livre de lesões/cortes, as unhas estão no tamanho natural, curtas e as mãos e antebraços sem joias e descobertos.

 

Vale lembrar que a correta higiene das mãos é uma ação simples, mas que realizada no momento certo e da maneira certa pode salvar vidas.

 

Por: Ascom/Anvisa

Publicado: 06/08/2018 16:27

Última Modificação: 07/08/2018 10:40

 

 

A Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) é uma construção coletiva em defesa da vida. Esta é a afirmação dos palestrantes durante o lançamento da PNVS na Câmara dos Deputados, em Brasília, realizado nesta terça-feira (07/08).

 

Construída com a colaboração de gestores, trabalhadores, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e da sociedade civil, a política articula ações com ênfase na promoção, proteção e prevenção de doenças e agravos e deverá nortear as ações do SUS pelos próximos anos.

 

O documento foi construído a partir das diretrizes aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), realizada de 27 de fevereiro a 2 de março de 2018, que discutiu as propostas das conferências municipais, regionais, estaduais e livres. A construção coletiva reuniu aproximadamente 40 mil pessoas, ao longo de todo o processo de debates no país, nos últimos dois anos.

 

Somente nas etapas livres foram mais de três mil brasileiros e brasileiras participando, entre eles pessoas em situação de rua, das populações expostas aos agrotóxicos, das populações do campo, floresta e águas, do povo ROM (ciganos), dos trabalhadores rurais sem-terra e das pessoas atingidas pela hanseníase, que apresentaram propostas específicas para cada segmento.

 

“Levamos um amplo debate para a sociedade, sobre um tema que ainda era distante da realidade de cada um. Mostramos para as pessoas que a vigilância tem a ver com os problemas do cotidiano e que é fundamental a participação de todos”, afirma o coordenador da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), Fernando Pigatto, ao destacar a diversidade de público nas 24 conferências livres. “Assim, colocamos em primeiro lugar a vida, contra as políticas de morte que estão querendo implementar”, completa Pigatto.

 

“A política pública, estabelecida a partir do movimento social e da participação da sociedade, hoje é uma política nacional afirmativa e sistematizada, que representa um importante arsenal de elementos e afirmações para os sistemas de saúde locais”, afirma o secretário de saúde adjunto do Distrito Federal, Marcos Quito.

 

Fonte: SUSConecta

Publicado em 08/08/2018

 

 

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig estará na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na tarde desta segunda-feira, 20/08, a partir das 15h30 para falar sobre as perspectivas profissionais do setor no atual cenário brasileiro para os alunos da graduação. 

 

O convite foi feito pela professora da disciplina Ética e Legislação Farmacêutica, Micheline Rosa Silveira, que considera a palestra importante porque irá abordar “os avanços da profissão, as lutas que o sindicato participa em defesa dos farmacêuticos, a importância de se sindicalizar e os prejuízos da Reforma Trabalhista”. 

 

A abordagem do diretor do Sinfarmig, Rilke Novato Públio, será pautada por estes temas além dos desafios do mundo do trabalho. Ele defende que é urgente o envolvimento dos acadêmicos para fortalecer a entidade e a mobilização por mais conquistas. “A participação dos alunos pode mudar a luta e resultar em avanços, além de melhorar as perspectivas para os farmacêuticos”.

 

Fonte: Sinfarmig

Publicada em 16/08/18

 

 

A nova diretoria da Fenafar para o triênio 2018 - 2021 foi eleita por unanimidade dos votos ao final do 9º Congresso da Fenafar, realizado entre 02 e 04 de agosto em Aracruz, Espírito Santo. O farmacêutico catarinense, Ronald Ferreira dos Santos foi reeleito para ocupar a presidência da entidade. Dos 126 delegados aptos a votar, 121 votaram na chapa única apresentada ao congresso.

 

Para Ronald, essa construção unitária é o reflexo da prática cotidiana de todos e todas que atuam nos sindicatos e que compreendem que a nossa força política é fruto dessa unidade.

 

A nova diretoria executiva é composta por 22 diretores, 54% são mulheres, há sete novos integrantes e quatro novos estados. Para Ronald, é preciso combinar a experiência com a incorporação de novas lideranças. Somos uma categoria feminina e jovem e isso tem que estar refletido na composição da nossa diretoria".

 

Em seu discurso aos delegados, Ronald Ferreira dos Santos, emocionado, disse "o que me move é a emoção, é o sentimento, é essa coisa maluca que é compartilhar sonhos e ver as coisas acontecendo, e ver isso (referindo-se à diretoria eleita) não tem como não se emocionar e alimentar a nossa alma, de ter a convicção de que nós escolhemos fazer o mesmo trabalho e compartilhar nossos sonhos e construir tudo isso com cada um e cada uma que está aqui e que se dispôs a construir essa luta”, disse. 

 

Ronald também disse que "saímos daqui com muitas tarefas para construir juntos”, entre elas ele destacou a 16ª Conferência Nacional de Saúde. "O compromisso da categoria farmacêutica é com a vida. Vamos ajudar a construir uma plataforma em defesa do Brasil. Poucas organizações da sociedade brasileira têm propostas para enfrentar a frente trabalhista, democrática e social, em defesa da qualidade de vida das pessoas, nós temos rumos e caminhos para construir isso tudo. Nós temos que compreender que a unidade é a bandeira da esperança, a unidade é a única bandeira capaz de fazer frente aos emissários da morte. Temos que fazer do nosso trabalho, da nossa ação técnica, do nosso convívio político e social a luta pela transformação social. Nossa diretoria, iluminada pela construção coletiva que produzimos aqui, vai contribuir para a valorização e o crescimento da nossa profissão e para o avanço da sociedade brasileira”, concluiu.

 

A secretária geral da Fenafar e anfitriã do evento, Maria Maruza Carlesso ressaltou a vitória que foi realizar este 9º Congresso. “Com todas as dificuldades que os sindicatos estão passando, conseguimos realizar mais um congresso, discutindo pontos importantes para municiar a categoria na sua luta para o próximo período. Uma luta que está expressa no mote do nosso 9º Congresso, que é por +Democracia, +salário digno, +saúde e +qualidade de vida. Afinal, é isso que todos nós buscamos na nossa vida”, disse.

 

Fábio Basílio, vice-presidente da federação, ressaltou que "neste momento de desmonte de tudo que a gente acredita, da democracia, da unidade da classe trabalhadora, com a asfixia financeira dos sindicatos, termos conseguido reunir mais de 150 pessoas com 26 estados representados neste 9º Congresso é uma grande vitória e mostra a força da Fenafar e a nossa capacidade de luta para continuar nos próximos anos buscando a valorização da profissão farmacêutica e o reestabelecimento da democracia no nosso país”.

 

A segunda vice-presidente da Fenafar, Veridiana Ribeiro, disse que “os congressos da Fenafar sempre representam um marco importante para a luta da nossa categoria. E esse Congresso não é diferente. Como os outros, ele entra para a história e mostra o nosso compromisso com a luta. Num momento tão adverso, a categoria se superou. Os sindicatos filiados se superaram para garantir a presença aqui. E o mais importante é que conseguimos aprovar uma estratégia de luta para os próximos três anos, mantendo a unidade e com o compromisso de politizar a nossa base e levar para a categoria o que está colocado no mote no Congresso: a luta por +democracia, +salário digno, +saúde e + qualidade de vida”.

 

 

Por Renata Mielli, do Espírito Santo

Publicado em 04/08/2018

 

 

Para promover a discussão do eixo de Assistência Farmacêutica e Ciência e Tecnologia da 16ª Conferência Nacional de Saúde, a Escola Nacional dos Farmacêuticos, o Conselho Nacional de Saúde e a Fiocruz organizarão 10 Encontros Regionais Preparatórios entre os meses de agosto e novembro de 2018, e o 8ª Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica (SNCTAF) em dezembro de 2018. 

 

No âmbito do CNS, a Comissões de Assistência Farmacêutica e Ciência e Tecnologia e Atenção a Saúde de Pessoas com Patologias integrará a organização dos eventos.

 

A convocação da 16ª Conferência Nacional de Saúde foi aprovada na 300ª Reunião Ordinária do CNS, pela resolução nº 568/2017. A 16ª Conferência, 8ª + 8, terá como tema central Democracia e saúde: saúde como direito e consolidação e financiamento do SUS e será realizada em 2019.

 

Além das atividades setoriais no eixo da Assistência Farmacêutica e Ciência e Tecnologia, o CNS deliberou a realização, em 2018, de atividades que deverão ser realizadas de forma articulada com as questões transversais de equidade, saúde de pessoas com patologias, ciclos de vida, promoção, proteção e práticas integrativas, alimentação e nutrição e educação permanente, vinculadas à 16ª CNS, distribuídas pelos seguintes eixos: Saúde das Pessoas com Deficiência; Saúde Bucal; Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora; Saúde Mental; Saúde da População Negra; Recursos Humanos e Relações de Trabalho; e Orçamento e Financiamento.

 

Os encontros regionais terão como público alvo pessoas que atuam no controle social do SUS como conselheiros de saúde (local, municipal, estadual, nacional), movimentos sociais, gestores, usuários e militantes da saúde.

 

A primeira etapa dos Encontros Regionais Preparatórios para o 8º Simpósio será realizada nas seguintes datas e unidades da Fiocruz:

 

Manaus: 23 e 24/08/2018

Local: Fiocruz Amazonas - Instituto Leônidas e Maria Deane - ILMD

Rua Terezina, 476 - Adrianápolis - Manaus/AM 

 

Curitiba: 30 e 31/08/2018

Local: Fiocruz Paraná - Instituto Carlos Chagas - ICC 

Rua Professor Algacyr Munhoz Mader, nº 3.775, Cidade Industrial - Curitiba/AM

 

Salvador: 13 e 14/09/2018

Local: Fiocruz Bahia - Instituto Gonçalo Moniz - IGM

Rua Waldemar Falcão, nº 121, Candeal - Salvador/BA

 

Recife: 20 e 21/09/2018

Local: Fiocruz Pernambuco - Instituto Aggeu Magalhães - IAM

Avenida Professor Moraes Rego, Cidade Universitária - Recife/PE

 

Belo Horizonte: 27 e 28/09/2018

Local: Fiocruz  Minas Gerais - Instituto René Rachou - IRR

Avenida Augusto de Lima, nº 1.715, Barro Preto - Belo Horizonte/MG

 

As pré-inscrições estão disponíveis neste link: 

 

http://redeconselhosdosus.net/preinscricao/ficha.php?processo=1

 

Em um contexto de retrocessos das políticas sociais, a realização da conferência se faz ainda mais necessário como uma grande ação em defesa do SUS e da democracia.  Entendendo a relevância da temática da Ciência e Tecnologia e da Assistência Farmacêutica no SUS, esses eventos promoverão a discussão e a construção de propostas a serem levadas para a 16º Conferência Nacional de Saúde, qualificando o debate no controle social.

 

Programação

1ª dia do Encontro

09h00 às 09h30: Abertura

09h30 às 11h00: Panorama atual da assistência farmacêutica e ciência e tecnologia no Brasil – por que discutir esses temas no controle social?

11h30 às 12h00: Apresentação sobre a dinâmica dos grupos de trabalho

12h00 às 13h30: Almoço

13h30 às 17h00: Grupos de trabalho

 

2º dia do Encontro

09h00 às 10h00: Apresentação das propostas construídas nos grupos de trabalho

10h00 às 11h30: Debate sobre os trabalhos dos grupos

11h30 às 12h30: Encaminhamentos e encerramento do Encontro

 

 

Fonte: Fenafar  com informações da Escola Nacional dos Farmacêuticos

Publicado em 08/08/2018

 

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