18/12: Mobilização de farmacêuticos pode deixar sindicatos mais fortes após ataques aos direitos

Sem Categoria

 

 

As categorias que possuem sindicato atuante com alta adesão, envolvimento constante e crescente dos seus profissionais sabe a representatividade que tem na resistência e na busca pela expansão dos direitos. “O momento exige  um esforço coletivo para ampliar a organização e a participação. É um tempo de ameaça às conquistas dos trabalhadores e de evidente conflito de interesses no Brasil com a recente aprovação da Reforma Trabalhista (Lei 13467/17) e da Terceirização, que pretende fragilizar o papel dos trabalhadores”, alertou o diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais, Rilke Novato.

Para ele, é preciso mais do que nunca entender a importância da entidade sindical. “Compreender que se trata de uma organização que atua na defesa dos interesses profissionais e sociais de um segmento visando o cumprimento dos direitos e o avanço nas condições de trabalho e salariais”, destacou.

Rilke Novato explicou que é fundamental os farmacêuticos se manterem conscientes e unidos neste momento. De acordo com ele, o protagonismo dos profissionais, o empenho de todos e os argumentos qualificados farão frente às ameaças e podem ser fatores decisivos na busca de conquistas inéditas e universais para as categorias.

O Sinfarmig como membro do conselho de representantes da Federação Nacional dos Farmacêuticos – Fenafar procura alternativas para enfrentar os ataques promovidos pela Reforma Trabalhista à estrutura sindical ao por fim a obrigatoriedade da contribuição sindical. Rilke afirmou que “estamos estudando junto à Fenafar medidas possíveis para levantar recursos para garantir o recolhimento da contribuição sindical. Mas sabemos que nada será eficaz se não conseguirmos mobilizar os profissionais e aumentar o índice de filiação da categoria aos sindicatos”.

O diretor acredita que a categoria farmacêutica reconhece a importância e a necessidade de fortalecer o Sinfarmig. Segundo ele, é assim que desafios que assolam a profissão serão enfrentados e os farmacêuticos mineiros certamente irão cerrar fileiras, junto a entidade sindical, em defesa da garantia das suas conquistas e dos seus direitos.

“Vamos buscar exatamente na nossa base, integrada por colegas que não fugirão ao chamado para a construção das melhores soluções coletivas para as nossas dificuldades. Não há desafio que juntos não possamos superar. Eu acredito que os farmacêuticos também desejam isto”, concluiu.

Fonte: Jornal Princípio Ativo – Dez 2017

Publicado em 18/12/17